Terminou na madrugada de hoje (24), após cerca de 18 horas, a sessão do Tribunal do Júri de Marechal Cândido Rondon que julgou os três acusados pelo assassinato de Juselino da Maia, o Bugrão, crime ocorrido em setembro de 2010. Ele foi morto no interior de uma residência na Vila Gaúcha, porém o corpo foi desovado numa propriedade rural na Linha Piriquito, na região da Linha Guarani.
Foram indiciados no inquérito policial que desvendou o assassinato, Ricardo Carvalho Lopes, o Sabiá, de 25 anos; Adenilson Brizola dos Santos, o Jotinha, de 31 anos; e Maurílio Cateburcio, de 22; presos na cadeia local e ainda André Luiz Koch, o Chacrinha, que em 31 de novembro de 2011 foi morto em Cascavel.
Ricardo Carvalho Lopes, o Sabiá, teve na defesa o trabalho do advogado Antonio Marcos de Aguiar; Adenilson Brizola dos Santos, o advogado Juliano Fross; e Maurilio Cateburcio o advogado Helio Hachmann. Os réus foram denunciados pelo Ministério Público, no julgamento, representado pelo Promotor Tiago Trevizoli Justo, pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver e associação para o tráfico.
Por volta das 3 horas da madrugada o Juiz Clairton Mario Spinassi, fez a leitura da sentença. Adenilson Brizola dos Santos, o Jotinha, e Ricardo Carvalho Lopes, o Sabiá, foram condenados a penas individuais de 17 anos e dez meses de reclusão em regime fechado, e 710 dias de multa.
Também ao pagamento de uma indenização de R$ 16.950 para a família de Bugrão e tiveram negado o direito de recorrer em liberdade. De acordo com a sentença, eles foram condenados pela morte de Bugrão, ocultação de cadáver, associação ao tráfico e corrupção de menores.
Já Maurílio Cateburcio foi condenado a quatro anos e 700 dias de multa, pela prática de associação ao tráfico e corrupção de menores, podendo recorrer em liberdade. Durante a sessão do Tribunal Popular do Júri, uma testemunha convocada para depor recebeu voz de prisão por falso testemunho.