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Policial

Justiça apreende Kombi da prefeitura que estava com placa do Paraguai

calendar_month 15 de agosto de 2011
2 min de leitura
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A Justiça da Comarca de Marechal Cândido Rondon cumpriu, na tarde de ontem (15), um mandado de busca e apreensão em desfavor de um veículo Kombi da Prefeitura de Nova Santa Rosa. Na semana passada, já havia sido apreendido um caminhão pipa, igualmente de propriedade do município. O objetivo da ação é para investigar a denúncia do vereador Amauri Ladwig de uma possível clonagem de placa.

Segundo o advogado rondonense Márcio Berti, que acompanha o caso, a Kombi estaria circulando na cidade com a mesma placa de identificação do caminhão. “Na semana passada foi cumprido o mandado de busca e apreensão somente do caminhão. Nisso, a prefeitura retirou a placa que estava na Kombi, a qual era a mesma do caminhão, e colocou uma placa do Paraguai, alegando que o veículo havia sido doado para a Receita Federal”, explica.

A reportagem do Jornal O Presente entrou em contato com o secretário de Finanças, Ari Schmidt, que reafirmou que a Kombi foi doada pela Receita Federal e que originalmente possuía placa paraguaia. Contudo, devido a críticas que a prefeitura estaria recebendo por parte de alguns moradores, que estariam alegando que o Poder Público estaria comprando veículos no país vizinho, a administração municipal decidiu retirar a placa. “É um veículo que circula somente no município para levar ferramentas e material de construção para as obras e serviços”.

“Recebemos a Kombi a partir da doação da Receita Federal e ficamos muito contentes com o recebimento do veículo, mas nem sempre é fácil providenciar a legalização”, afirma, acrescentando: “quando foi retirada a placa paraguaia para evitar mais críticas, a Kombi passou a trafegar pelo município sem o mecanismo de identificação. O vereador viu e fez uma denúncia”.

“Como havia sido realizada a troca de placa do caminhão pipa por uma nova e a placa velha ficou no pátio da prefeitura, um funcionário decidiu colar aquela placa antiga na Kombi. Isso fez com que o Amauri pensasse que se tratava de uma clonagem, mas tudo não passou de um mal-entendido. Foi um descuido que resultou nisso tudo, mas não há relação alguma com clonagem”, detalha o secretário.

Com a apreensão dos dois veículos realizada pelo Poder Judiciário, fica a cargo agora do Ministério Público realizar a investigação do caso.

 
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