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Policial

MP investiga denúncia sobre venda de carnes contaminadas

calendar_month 29 de agosto de 2013
2 min de leitura
Divulgação/Adapar
Adapar encontrou carne contaminada em dois abatedouros clandestinos em Tamarana

O Ministério Público (MP) do Paraná vai investigar a suspeita de venda de carne contaminada em empresas de Londrina e Tamarana. Segundo a promotoria, carnes, possivelmente, com tuberculose e brucelose, uma doença infecciosa que é transmitida para o homem e pode afetar o sistema nervoso central, foram vendidas irregularmente na região.

O MP ainda não sabe quantos quilos de carnes contaminadas foram vendidas e nem os locais que foram vendidos. A investigação foi duvulgada na terça-feira (27). A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) descobriu durante fiscalizações que dois abatedouros clandestinos estavam funcionando na região de Tamarana e fez a denúncia ao MP.

De acordo com a Adapar, as fiscalizações começaram em janeiro e os funcionários da agência descobriram  que sete animais estavam doentes e mais de 800 kg de carne, que estavam prontos para a venda, estavam contaminadas. Em uma reunião realizada na tarde de terça-feira, entre a Adapar, o MP e a Prefeitura de Tamarana, a supervisora da agência Cláudia Galerani mostrou fotos que comprovam a existência de dois abatedouros clandestinos na cidade. 

“Eu fui ao município para tratar do trânsito de animal doente, mas quando cheguei lá, me deparei com o comércio dos animais”, relata. “Havia um volume de carne armazenada, um animal estava sendo abatido e outro aguardando o abate. Ficou claro que não era um abate para consumo próprio e sim clandestino”, conta a supervisora da Adapar.

A Adapar ainda tem mais três denúncias da mesma situação em outros municípios e também passou as evidências para o MP. “Você abater um animal doente tem uma gravidade. Você pegar um animal sadio e proceder o abate em um local sem condições de higiene, você contamina toda a carne”, afirmou Cláudia Galerani.

O promotor de Defesa do Direito do Consumidor Miguel Sogayar explica que, se for comprovada a irregularidade, os abatedouros podem responder por crime contra as relações de consumo e por crime sanitário.

O prefeito de Tamarana, Paulino de Souza (PMDB), convocado para a reunião, afirmou que os abatedouros denunciados foram fechados e que a prefeitura tomou algumas medidas para evitar o comércio de carne clandestina. “Nós estamos fiscalizando notas fiscais de produtos que estão sendo comercializados no município para identificar se a carne veio desses locais”, declara o prefeito.

 
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