Nesta sexta feira (11), integrantes da Polícia Militar Ambiental do pelotão de Londrina receberam denúncia de comércio e beneficiamento ilegal de carvão vegetal na cidade de Cambé nas imediações da Estrada da Esperança. A equipe policial se dirigiu para a Rua Maria Toledo Gonçalves, no Jardim Recanto dos Guimarães, em uma chácara no final da rua, aonde localizou um centro de recebimento, beneficiamento, embalagem, fabricação e produção de produtos e subprodutos derivados de carvão vegetal.
No local ao todo os policiais verificaram existir cerca de 18 mil quilos de carvão vegetal, que era obtido de forma desconhecida, provavelmente envolvendo o trabalho de pequenos produtores de cidades pequenas na região de Londrina em desmatamentos ou mesmo na extração e árvores nativas e exóticas sem o controle ou licenciamento necessário.
Neste local foram encontradas seis pessoas adultas trabalhando, sendo um gerente e cinco trabalhadores braçais laborando sem as mínimas condições de saúde e segurança no local, que além de possuir o carvão ainda tinha um setor de fabricação e prensagem de pó de carvão para sua reutilização. No local não existia nenhum cuidado ou mesmo documentação sobre origem e proteção ambiental, nem mesmo eram tomados cuidados com os rejeitos do processo de embalagem que estavam depositados a céu aberto, e somam cerca de mais de 20 mil quilos deste material espalhado pela área da chácara.
Foram encontradas diversas irregularidades de segurança das pessoas que estavam no local, elas não possuíam os devidos equipamentos de proteção individual necessários a atividade que envolvem muitas partículas sólidas no ar durante o processo de beneficiamento e embalagem e a manipulação de produtos inflamáveis simultaneamente.
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Além disto existia grande risco de incêndio em todos os pontos da chácara, pois não foi encontrado nenhum extintor de incêndio ou mesmo sistema de prevenção e combate, e no mesmo local do barracão acontecia a embalagem de sacos de papelão com carvão, e também eram manuseados acendedores a base de álcool em gel que eram afixados as embalagens com maquinário elétrico capaz de produzir faíscas, somado a grande quantidade de carvão estocados em sacos e papel no mesmo recinto.
Segundo informação, nenhum trabalhador tinha carteira assinada ou treinamento para as atividades para lidar com produto de risco de incêndio espontâneo, mesmo os funcionários que operavam máquina extrusadora, que fabricava bloquetos com o pó de carvão vegetal que depois de fabricados eram secado dentro de um cômodo que tem sinais de que fogo era utilizado para a secagem dos blocos de pó de carvão prensado.
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O gerente de operações foi preso em flagrante e junto com as demais pessoas encaminhadas para depoimento na delegacia de policia da cidade de Cambé, todas as embalagens tinham endereço com cidade diferente ao local real da embalagem, técnica utilizada para despistar fiscalizações, com embalagens escritas também em idioma paraguaio o que mostra que os consumidores e a receita estadual são enganados ao adquirir estes produtos, que segundo o gerente estavam sendo embarcados em uma carreta que iria levá-los para a cidade de São Paulo – Capital.
O depósito clandestino foi interditado pelo IAP e toda a mercadoria foi apreendida.

