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| Batalhão de Polícia de Fronteira, Rádio Patrulha da Polícia Militar, Rotam (Ronda Ostensiva Tático Móvel), Guarda Municipal e Polícia Federal estiveram no local |
A invasão do grupo indígena a uma propriedade na Comunidade Rural Santo Antônio, no interior de Guaíra, começou logo pela manhã de ontem (03) e poderia ter acabado com uma tragédia, caso não tivesse ampla intervenção policial. Armados com facões, arcos e flechas, aproximadamente 30 índios que fazem parte das 18 famílias da aldeia Tek oa Mirim ficaram dentro das terras em forma de manifesto.
Os índios reivindicam melhores condições nos serviços de saúde, educação e energia elétrica. Agricultores da região de Guaíra e Terra Roxa foram chegando aos poucos, inconformados com a invasão. Eles também protestaram. Foi necessário o reforço policial, que contou com homens do Batalhão de Polícia de Fronteira, Rádio Patrulha da Polícia Militar, Rotam (Ronda Ostensiva Tático Móvel), Guarda Municipal e Polícia Federal.
Dentro da aldeia, na principal oca, representante da Funai (Fundação Nacional do Índio), Ministério Público e o prefeito de Guaíra, Fabian Vendrúsculo, conversavam com os índios. Cerca de 200 metros do local, agricultores foram se aproximando e deixaram o clima tenso.
No meio da tarde, indígenas e autoridades decidiram realizar uma reunião ainda nesta semana para tratar da humanização dos índios da aldeia. Na saída, houve confusão. Por algum tempo, agricultores impediram que um promotor de Justiça se retirasse do local. Por volta das 21 horas, a Polícia Militar informou que a situação estava sem alterações na localidade.
