
O setor de investigações da Polícia Civil de Marechal Cândido Rondon desenvolve seus trabalhos com o objetivo de colocar as mãos nos elementos que vêm praticando uma onda de assaltos com reféns. Em apenas uma semana foram registradas três ações desta modalidade, duas em Marechal Rondon e outra no município de Mercedes.
Conforme relatos, a situação mais recente, na qual os bandidos assaltaram uma empresa na BR-163, na terça-feira (11) em Mercedes, e tornaram um funcionário refém, pode estar ligada ao roubo no qual um rondonense foi vítima há uma semana. Naquela ocasião foi roubada uma caminhonete Amarok, cujo proprietário foi libertado próximo de Salto del Guairá, no Paraguai.
A Polícia Civil fundamenta suas suspeitas no fato de que os modos operantes das duas ocorrências são iguais, a partir dos dados colhidos nos relatos. Agora, a vítima do assalto ocorrido na terça-feira deve ser ouvida a fim de auxiliar na identificação dos criminosos. As investigações seguem com o intuito de localizar possíveis suspeitos e confirmar se realmente existe ou não relação entre as duas ações praticadas pelos assaltantes.
Assalto à empresa
O assalto à mão armada mais recente foi registrado terça-feira em uma distribuidora de combustíveis localizada às margens da BR-163, próximo à entrada para a Linha São Luiz, em Mercedes. Por volta das 13h30, um funcionário chegou para trabalhar e no momento em que alimentava os cães foi surpreendido pelos assaltantes. Ele contou que três deles, armados e encapuzados, inclusive com espingarda calibre 12, chegaram no local em uma pick-up Strada de cor prata, com placas de Cascavel.
Os homens disseram que somente queriam levar o automóvel de propriedade da vítima, um Corolla de cor prata, ano 2007, placas DVM-2135, de Mercedes. Enquanto a vítima era feita refém, um dos bandidos entrou no escritório da empresa, contudo nada roubou. A vítima foi colocada no banco de trás de seu automóvel Corolla, enquanto um dos assaltantes assumiu a direção e o outro sentou no banco do carona. O terceiro assaltante seguiu com a pick-up Strada com sentido à cidade de Guaíra fazendo o trabalho de batedor.
O refém relatou que passou por muito medo, uma vez que os assaltantes seguiam em altíssima velocidade e por várias vezes fizeram ultrapassagens proibidas. Em todo o momento eles diziam para a vítima ficar calma porque apenas queriam o carro.
Pouco antes de chegar em Guaíra, nas imediações de um posto de combustível, os criminosos pegaram uma estrada secundária, onde libertaram o refém, que teve o seu celular roubado. A vítima foi ordenada a esperar uma hora para depois comunicar o roubo ao setor policial. Imagens das câmeras de segurança foram repassadas às autoridades policiais que tentam identificar os três assaltantes. O automóvel Corolla ainda não foi localizado.