A Controladoria-Geral da União (CGU) determinou a demissão de policias rodoviários federais presos durante a Operação Trânsito Livre, realizada em 2003. Os agentes são suspeitos de envolvimento em vários crimes na fronteira, na região de Foz do Iguaçu e respondem a processos administrativos e nas varas criminal e cível pelos crimes de facilitação de contrabando e descaminho, corrupção passiva, concussão, prevaricação, formação de quadrilha e violação de sigilo funcional.
A punição foi divulgada pelo Ministério Público Federal (MPF) na segunda-feira (02), contudo, a determinação é do dia 23 de agosto, quase dez anos depois da prisão dos suspeitos. A CGU apurou suspeitas de faltas disciplinares cometidas por 30 policiais rodoviários federais.
Foram aplicadas as penalidades máximas a 14 policiais rodoviários federais – isso significa que os que estavam em atividade foram demitidos, e os aposentados tiveram o benefício cassado. Um policial foi excluído por falecimento e os demais foram absolvidos no âmbito administrativo.
Na terça-feira (03), a Justiça Federal informou que três liminares já foram concedidas em favor de nove agentes para que possam retornar ao trabalho. Os juízes entenderam que a ação prescreveu e pedem que a decisão do processo administrativo seja suspensa até que o processo criminal seja finalizado.
A União informou que ainda não foi notificada. Assim que isso ocorrer, os policiais deverão retornar aos postos. De acordo com o comando da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a punição continuava mantida e os policiais afastados até esta terça-feira.
No total, 38 policiais rodoviários federais que atuavam em Foz do Iguaçu e em Cascavel foram presos durante a operação. Dos condenados pela CGU, dois que estavam aposentados tiveram o benefício cassado e dois, demitidos anteriormente por envolvimento em outros crimes, foram citados como culpados. As investigações incluíam outro suspeito, já morto. Há ainda 18 aguardando julgamento da Controladoria.