Policial

Presos arriscam a vida no subsolo da cadeia de Rondon

Caminhar pelos corredores e departamentos da Delegacia de Pol iacute;cia Civil de Marechal C acirc;ndido Rondon est aacute; se tornando uma atividade arriscada. Na madrugada de domingo (09) foi descoberto o terceiro t uacute;nel cavado esse ano embaixo do pr eacute;dio. Mais uma vez, os plantonistas conseguiram evitar a fuga dos presos. O t uacute;nel foi descoberto quando um dos servidores da delegacia escutou barulho vindo do piso da dispensa da sala do plant atilde;o. Logo, foi constatado que se tratava de um t uacute;nel e que os presos estavam em plena atividade. Os servidores ent atilde;o avisaram que o plano de fuga havia sido descoberto. Os presos concordaram em retornar para o cadei atilde;o.
O t uacute;nel foi cavado a partir do sol aacute;rio e come ccedil;ou embaixo de um tanque. Ele j aacute; estava com cerca de dez metros de extens atilde;o quando foi descoberto.
Ainda no domingo foi aberto, num corredor ao lado do cadei atilde;o, um buraco at eacute; o t uacute;nel, por onde estava sendo jogado concreto na tarde de ontem (10), acabando com o trabalho dos presos. Detidos, atentos ao preenchimento que aconteceria, jogaram terra no t uacute;nel, na inten ccedil; atilde;o dela obstruir a entrada do concreto at eacute; o cadei atilde;o. Devido a isso, oper aacute;rios tiveram que retirar a terra antes da concretagem. nbsp;

Desde sexta
O t uacute;nel come ccedil;ou a ser cavado a partir de sexta-feira (07), tendo em vista que na tarde daquele dia havia sido feita uma geral no cadei atilde;o e nada anormal foi encontrado. Os presos, acredita a pol iacute;cia, sairiam na madrugada de domingo ou ontem. O t uacute;nel terminaria no terreno do lado esquerdo da delegacia, onde est aacute; o pr eacute;dio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais.
A cadeia de Marechal C acirc;ndido Rondon estava ontem com 100 pessoas, embora tenha sido constru iacute;da para cerca de 18. Destes 100, 66 estavam no cadei atilde;o e teriam condi ccedil; otilde;es de fuga, caso o t uacute;nel fosse conclu iacute;do. Ou seja, m atilde;o-de-obra n atilde;o faltou para abri-lo. Um servidor do Setor de Carceragem disse agrave; reportagem de O Presente que o solo embaixo da delegacia eacute; uacute;mido, f aacute;cil de cavar. ldquo;A dificuldade est aacute; apenas quando os presos encontram paredes de concreto no subsolo rdquo;, informa. Para cavar, os presos usam panelas, garrafas pets cortadas, dentre outros objetos. O trabalho eacute; constante, quando um cansa outro entra no t uacute;nel e assume a cava ccedil; atilde;o. Para a pol iacute;cia, os presos se arriscam, devido ao risco de desabamento. nbsp;

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Tentativas
Esse foi o terceiro t uacute;nel descoberto esse ano, por eacute;m v aacute;rios outros in iacute;cios de cava ccedil; otilde;es foram descobertos. No uacute;ltimo dia 21 de fevereiro, a partir de barulhos suspeitos, policiais entraram no cadei atilde;o e descobriram, em uma das celas, o X4, um t uacute;nel em andamento. O buraco estava sendo feito embaixo de uma pia e j aacute; tinha aproximadamente dois metros. O segundo t uacute;nel foi descoberto no uacute;ltimo dia 26 de mar ccedil;o. Ele j aacute; tinha cerca de nove metros quando foi encontrado. O buraco come ccedil;ou a ser feito do X 4, do lado masculino, passou por baixo da ala feminina e terminou nos fundos do pr eacute;dio do oacute;rg atilde;o. O t uacute;nel j aacute; havia sido conclu iacute;do, por eacute;m, os presos estariam no aguardo do escurecer para fugir sem chamar a aten ccedil; atilde;o.

Hist oacute;rico
A cadeia rondonense eacute; marcada por v aacute;rias fugas. A maioria delas aconteceu nos anos de 2006 e 2007. Na eacute;poca, os presos fugiram pela parte superior do sol aacute;rio. Diante disso, foram soldados trilhos de trem, instalados arames e c acirc;meras no sol aacute;rio, o que fez com que os presos procurassem outra sa iacute;da. Agora, a op ccedil; atilde;o tem sido o solo.

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