A promotora de Justiça Andrea Frias trouxe atualizações sobre o andamento do processo envolvendo o padre Genivaldo, acusado de diversos crimes. Segundo ela, a 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná decidiu, na última semana, que todos os 25 crimes denunciados pelo Ministério Público serão julgados em Cascavel.
De acordo com a promotora, inicialmente três desses crimes haviam sido excluídos da competência da Justiça local por terem ocorrido em outras cidades, como Rio de Janeiro, Guaraniaçu e Umuarama. O Ministério Público recorreu da decisão. “Entendemos que há uma conexão probatória, já que os fatos apresentam o mesmo modus operandi e algumas vítimas são de Cascavel”, explicou.
Andrea Frias ressaltou que essa unificação fortalece a acusação. “Quando os fatos são analisados em conjunto, há mais robustez na prova. Separar os casos poderia prejudicar a compreensão da repetição das condutas”, afirmou. Com a decisão, o processo segue normalmente, mesmo que a defesa recorra aos tribunais superiores, o processo não ficará mais com efeito suspensivo.
Sobre os próximos passos, a promotora explicou que a defesa será intimada a se manifestar sobre os crimes incluídos. Em seguida, o Ministério Público também se manifestará. Depois será marcada a audiência de instrução e julgamento. “Como se trata de réu preso, há prioridade. A expectativa é que isso ocorra em um prazo de 40 a 60 dias”, disse.
O processo corre em segredo de Justiça, mas a promotora informou que os crimes envolvem acusações de estupro de vulnerável, crimes contra a dignidade sexual, tráfico de substâncias e ameaças. Ao todo são cerca de 16 vítimas identificadas.
O padre segue preso preventivamente. Segundo Andrea Frias, pedidos de habeas corpus já foram negados, e a última informação é de que ele está custodiado no Complexo Médico Penal em Curitiba.
Confira a entrevista feita pela equipe da Catve.com
Com Catve
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