Rodolfo Bührer/Reuters

Está marcado para terça-feira (09), na sede da Justiça Federal, em Curitiba, o depoimento do doleiro Alberto Youssef na ação que pede a cassação da presidente Dilma Rousseff (PT) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele é a segunda testemunha a ser chamada nesse processo, aberto no final do ano passado pelo PSDB. O primeiro a depor foi o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.
Na ação, que data da diplomação da presidente, em 18 de dezembro, o PSDB denuncia que os gastos realizados na campanha da presidente em 2014 contariam com doações oficiais de empreiteiras contratadas pela Petrobras como parte de distribuição de propinas.
De acordo com despacho do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro João Otávio de Noronha, o objetivo dos depoimentos é questionar se houve propina direcionada à campanha eleitoral.
Ainda conforme o documento, a ação examina a suposta obtenção de recursos de forma ilícita de empresas prestadoras de serviço à Petrobras, repassados aos partidos integrantes da coligação formada em apoio dos candidatos representados e vertidos para a campanha eleitoral.