Numa eventualidade do presidente Mchel Temer (PMDB) deixar o cargo, a sucessão presidencial não tem um candidato óbvio na eleição indireta. Ao menos é o que aponta pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (04) pela Folha de São Paulo.
Na eleição indireta para presidente, qualquer um pode se apresentar como candidato. Contudo, quem vai escolher é o colégio eleitoral, formado por deputados federais e senadores.
O Datafolha entrevistou 311 dos 594 parlamentares, entre deputados federais e senadores. Quando questionados sobre quem seria o mais cotado a assumir a presidência, 61% deles não citaram um candidato, e 15% não responderam à questão. Ou seja, 76% não apontaram um nome.
Entre os nomes que foram citados, o que teve maior porcentual é do deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Câmara, com 9%. Depois dele vieram o ex-ministro Nelson Jobim e os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, com 2% cada um.
Quando aos entrevistados foi oferecida uma lista de possíveis candidatos, os porcentuais mudaram. Maia teve 13% de citações, seguido por Nelson Jobim (9%). Em seguida, com 5%, vieram Fernando Henrique, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e o senador Alvaro Dias (Podemos). O senador Tasso Jereissatti (PSDB) teve 4%. O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e o ministro do STF Ayres Brito foram citados por 3% cada. O também ministro do STF Gilmar Mendes e o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), por 2%.
Curiosamente, Maia não foi citado por nenhum dos 36 senadores que responderam à pesquisa. Seus votos vieram dos 311 deputados que responderam.
TEMER
Na mesma pesquisa, os parlamentares falaram sobre outros assuntos, como a situação do presidente Michel Temer. Para 47% dos entrevistados, o presidente deveria ceder à pressão e deixar o cargo; 40% disseram que ele deveria permanecer. Nesse cenário, a avaliação é que ele deveria ficar exatamente porque não há alguém para sucedê-lo.
DIRETAS
Para 46% dos entrevistados, o Congresso deveria aprovar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para que o presidente seja eleito pelo voto direto da população. Por outro lado, 47% acham que, em caso de saída de Temer, o presidente deveria ser escolhido pelo voto indireto.
Nesse caso, 68% são favoráveis a que o colégio eleitoral escolha através de voto aberto, e 24% defendem o voto fechado. A pesquisa foi realizada entre dias 30 de maio 2 de junho, com 311 dos 513 deputados federais e 36 dos 81 senadores.
Com informações do Bem Paraná e agências