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Política

Nos comprometemos e faremos uma gestão democrática, diz Marcio Rauber

calendar_month 4 de outubro de 2016
8 min de leitura

 

Mirely Weirich/OP
Prefeito eleito de Marechal Rondon, Marcio Rauber: “Nossa equipe será montada democraticamente levando em consideração a meritocracia e a opinião da nossa sociedade”

 

Eram 18h45 de domingo (02) e Marechal Cândido Rondon já tinha tomado conhecimento do seu prefeito eleito, colocando fim a um mistério. A maioria dos eleitores votou em conduzir o vereador Marcio Rauber (DEM) à prefeitura, tendo ao seu lado o vereador Ilario Hofstaetter (Ila) (PSB) como vice-prefeito. Os dois integram o principal grupo de oposição no município.

Rauber teve uma ascensão rápida na política. Há quatro anos foi candidato a vereador, sendo eleito com a maior votação naquela ocasião entre os demais postulantes a uma cadeira no Legislativo.

Logo após empossado já anunciou que não disputaria a reeleição. Durante o mandato se consolidou como um dos principais nomes oposicionistas ao governo do prefeito Moacir Froehlich (PMDB). Na Câmara de Vereadores, embora seu lado político, teve e mantém até hoje um perfil ponderado: critica, mas também faz elogios.

Professor há mais de duas décadas, é formado em Matemática e Direito. Em entrevista ao Jornal O Presente, o futuro prefeito para o mandato 2017/2020 faz uma avaliação sobre o resultado da eleição, sobre a transição de governo, fala sobre a eleição para escolha da mesa diretiva da Câmara de Vereadores, dentre outros assuntos. Confira.

 

O Presente (OP): O senhor foi eleito por uma diferença de 6,3 mil votos para o 2º colocado. Isso é um resultado, na sua avaliação, de quê? De que os eleitores queriam mudança?

Marcio Rauber (MR): Acredito que isso não se deve a um fato apenas. Teve muito trabalho, muita responsabilidade, respeito ao cidadão, vontade de mudança, insatisfação. São vários os motivos que nos levaram a chegar nessa votação expressiva, mas o grande responsável é o trabalho que o nosso grupo político realizou. Quero aproveitar e agradecer a todo o município de Marechal Cândido Rondon pela receptividade das pessoas nas empresas, nos comércios, nas indústrias, nas residências da cidade, nos bairros e no interior, não posso deixar de agradecer a toda minha equipe, minha coordenação, e a todos aqueles que, de uma forma ou de outra, trabalharam na nossa campanha. As palavras não podem ser outras se não de agradecimento aos cabos eleitorais e, principalmente, aos candidatos a vereador, que trabalharam muito e, muitos deles, trabalharam mais pela minha campanha e do Ila do que pela própria campanha de vereador. As palavras nesse momento não podem ser outras se não de agradecimento a todos aqueles que colaboraram com esse trabalho durante o período eleitoral e de forma exitosa com o resultado e a vitória do Professor Marcio e do Ila.

 

OP: Vencida a eleição, qual será o próximo passo do prefeito eleito?

MR: Temos que contatar a atual administração municipal, conversar com o prefeito Moacir Froehlich para montarmos nossa equipe de transição de governo e colocá-la em sintonia com a atual administração para que a equipe de transição tome ciência de tudo que é importante já para o início do governo e isso seja repassado já para mim e para o Ila.

 

OP: O senhor já tem uma equipe definida que deve cuidar da transição?

MR: Ainda não. Essa semana vamos sentar, nos reunir a partir de quarta-feira (amanhã, 04) para mantermos uma equipe de transição que nos dê condição de leitura de situação do nosso município e nos traga isso com a melhor clareza possível.

 

OP: O senhor pode se licenciar da Câmara para se dedicar à transição?

MR: Estamos analisando, algumas pessoas já me perguntaram isso, mas ainda não temos uma definição. Eu acredito que por um momento vou me dedicar exclusivamente ao período de transição. Não há necessidade de eu me afastar da Câmara, mas isso pode acontecer em virtude da maior necessidade de dedicação para esse período.

 

OP: Como o senhor acha que receberá a prefeitura em 1º de janeiro?

MR: Não sei, não estou dentro da administração e, embora vereador, são dois poderes distintos. Quando a equipe de transição trouxer os relatórios vamos saber qual a real situação que está o nosso município. Não posso fazer nenhum julgamento antecipado de como o município está e de como vamos recebê-lo. Espero recebê-lo da melhor forma possível ou da melhor maneira que essa administração possa entregá-lo.

 

OP: O seu grupo político conseguiu eleger oito vereadores. Este número ficou dentro da sua estimativa na campanha?

MR: Há uma semana fui entrevistado pelo Jornal O Presente e foi feita essa pergunta. Eu disse que faríamos a maioria. Nas minhas contas, em todas elas, eu tinha cravado oito vereadores e acertei em cheio. Fico muito feliz por isso e quero aproveitar para parabenizar os oito eleitos e também a todos aqueles que ajudaram, como candidatos a vereador, a formar os quocientes eleitorais para que esses oito vereadores fossem eleitos.

 

OP: É um ponto importante ter a maioria na Câmara?

MR: Mais que um ponto positivo, é uma questão de felicidade pela conquista dos meus companheiros. Aquele que quer fazer uma administração séria, com bons projetos, ter a maioria não é significativo, o importante é ter a população ao seu lado. Conseguimos o apoio da população e isso é mais importante do que ter a maioria. Agora, a conquista dos meus vereadores é muito importante e isso precisa ser reconhecido. Eles trabalharam muito para conseguir ser eleitos e isso, sim, deve ser reconhecido, o trabalho das nossas duas coligações para conseguir eleger os oito vereadores.

 

OP: Pela oposição formada para a próxima legislatura o senhor acha que serão vereadores mais combatentes?

MR: Eu não sei, não parei para analisar isso ainda. Eu não tenho medo de combate, mas sei do trabalho que fiz enquanto vereador. Eu fui um vereador que cobrou muito da atual administração, fiscalizei bastante e essa é a função do vereador. Então acho que é isso que eles devem fazer, não só eles, mas os 13 vereadores. Devem legislar e fiscalizar muito o Poder Executivo e quero que os 13 façam isso a partir do dia 1º de janeiro.

 

OP: A primeira ação dos próximos vereadores será eleger a mesa diretiva. O senhor deve se envolver diretamente nessa escolha?

MR: Poder Executivo e Legislativo são poderes autônomos, devem conviver em harmonia, mas são autônomos. Vamos sentar com os nossos vereadores para que cheguem ao melhor nome para se montar a presidência da Câmara de acordo com a vontade dos vereadores. São os oito eleitos, mas nós também temos que ouvir e vamos ouvir os demais candidatos eleitos para que façamos aquilo que é importante para o grupo político, mas, principalmente, que o Poder Legislativo dê retorno do seu trabalho para a sociedade de Marechal Cândido Rondon.

 

OP: O senhor já tem preferência por algum nome para ser presidente da Câmara?

MR: Absolutamente nenhum.

 

OP: Acha que seria um momento marcante seu pai, Pedro Rauber, lhe empossar como prefeito?

MR: Seria muito legal. Como filho, qual filho não gostaria que o pai lhe desse a posse? Mas eu não posso ser irresponsável e dizer que eu quero que seja ele. Eu tenho que ser prudente e os nossos vereadores vão fazer essa escolha, mas também para ele seria algo muito gratificante, ainda mais para um filho e levando em conta os 40 anos de história de vida pública. Pessoalmente, como filho seria muito emocionante, e para ele como pai também. Mas devemos entender que temos oito vereadores eleitos e por trás desses oito existem mais 38 candidatos a vereador, existe um grupo político e temos que fazer aquilo que é importante para o grupo, como eu já disse. E aquilo que for mais importante para a sociedade de Marechal Cândido Rondon, como o retorno do trabalho dos vereadores e é isso que nós vamos fazer, com muita serenidade e respeito à população de Marechal Rondon.

OP: Quando o senhor deve começar a planejar e formar sua equipe de governo? Já estipulou um prazo para que os nomes estejam todos definidos?

MR: Agora eu vou descansar por alguns dias, porque trabalhamos muito, mas esse descanso obviamente não nos tira o pensamento da política. Já estamos pensando em alguma coisa, mas isso não depende de mim, depende do grupo político, dos vereadores, da sociedade organizada, porque nos comprometemos em fazer uma gestão democrática e faremos. Vamos ouvir as classes organizadas, ouvir a sociedade, pegar informações de todas as áreas para que consigamos, daí sim, sentar com o nosso grupo e montar a nossa equipe de governo e que melhor pode dar resultado para a sociedade de Marechal Cândido Rondon.

 

OP: Já há algum nome da equipe escolhido?

MR: Absolutamente nenhum. Os únicos dois nomes já decididos são do prefeito e do vice-prefeito. A nossa equipe será montada democraticamente levando em consideração a meritocracia e a opinião da nossa sociedade, da sociedade organizada, das classes organizadas do nosso município.

 

OP: Qual deve ser a primeira ação do governo assim que assumir?

MR: A primeira ação é montar a equipe de governo. Como prefeito eleito devemos montar a equipe e fazer as devidas nomeações, com muito respeito, paciência, sem atropelo, sem pressa, devagar, mas de forma consciente. Existem algumas decisões importantes que devem ser tomadas já no início do governo e, para que saibamos quais as primeiras medidas, precisamos ter um relatório da equipe de transição para ter ciência de contratos e de ações que devem ser tomadas logo no início do governo.

 
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