O Presente
Política

Nos comprometemos em ter uma gestão democrática, afirma Marcio Rauber

calendar_month 30 de setembro de 2016
6 min de leitura

 

Maria Cristina Kunzler/OP

Candidato a prefeito pela coligação Rondon Pode Mais (DEM/PRB/PTB/PSC/PSB/PSDB/PSD), Marcio Rauber: Grande desafio do próximo gestor do nosso município é com a prestação de serviços da municipalidade

 

Marcio Rauber possui uma trajetória na política até o momento curta, mas é possível afirmar que ascendente. Em 2012 foi candidato pela primeira vez ao disputar uma cadeira à Câmara de Vereadores. Obteve, na oportunidade, a maior votação entre os eleitos: 1.659 votos.

Quatro anos depois, consolidou sua candidatura a prefeito pelo principal grupo de oposição no município, formado por DEM/PRB/PTB/PSC/PSB/PSDB/PSD. Trouxe para ser seu candidato a vice-prefeito o experiente vereador Ilario Hofstaetter (Ila) (PSB), que exerce o quarto mandato na Casa de Leis.

Formado em Direito e Matemática, tendo como profissão a de professor, Rauber destaca que um dos principais setores que demanda investimentos, tanto em termos financeiros quanto em melhorias na gestão, é a saúde.

Em entrevista ao Jornal O Presente, ele destaca algumas prioridades que pretende implementar na prefeitura caso seja eleito no domingo (02). Confira.

 

O Presente (OP): A saúde foi um dos principais assuntos debatidos nos 45 dias de campanha. O senhor sente que esta é uma das principais demandas dos eleitores rondonenses?

Marcio Rauber (MR): Não há dúvida nenhuma com relação a isso. Pesquisas mostram isso e a maior pesquisa é ouvir a população e, nessas caminhadas que tivemos durante esses 45 dias de campanha, ouvimos muito essa reclamação das pessoas nos bairros, no centro, nos distritos, no interior, ou seja, muito se reclama do atendimento que a municipalidade dá aos nossos munícipes no que tange a saúde. Médicos, medicamentos, consultas, agendamentos, ambulância, ou seja, tem várias reclamações de vários setores da saúde pública do nosso município.

 

OP: E o que o senhor pretende fazer, caso for eleito, para melhorar isso?

MR: Primeiro temos que investir pesadamente na saúde. O que hoje se chama de hospital em Marechal Cândido Rondon não é um hospital. Nós temos que realmente transformar o Dr. Cruzatti em um hospital, equipá-lo com aparelhos que deem condições para que os munícipes saiam desta fila desesperadora para conseguir um exame e sejam atendidos aqui em Marechal Cândido Rondon. Além disso, contratação de equipe médica, equipe técnica especializada para que consigamos fazer pelo menos alguns tipos de exames aqui em Rondon.

 

OP: O orçamento da saúde atualmente está em torno de R$ 30 milhões anuais. O senhor acha que há capacidade de investir ainda mais ou é preciso melhorar aquilo que já está sendo investido?

MR: É possível aumentar o investimento, mas também é preciso se investir muito bem. Eu acho que hoje gasta-se muito mal na saúde pública de Marechal Cândido Rondon, além de tudo aquilo que nós já ouvimos da imprensa e das investigações da Justiça, ou seja, dinheiro desviado da saúde. Se investirmos bem vamos ter um melhor tratamento ao rondonense na saúde pública, mas podemos ampliar esses investimentos buscando recursos do Governo do Estado, do governo federal, porque existe muito dinheiro à disposição dos municípios. Precisa projeto, precisa de gente competente para buscar e trazer esses recursos para Marechal Rondon.

 

OP: Além da saúde, o que o senhor considera como essencial para ser feito logo no início do governo?

MR: Precisamos investir muito em educação. A infraestrutura dos prédios educacionais do nosso município precisa de um socorro emergencial. Existem alguns prédios em boas condições, mas a grande maioria está com grandes problemas estruturais, então precisamos investir muito nisso. Agricultura nem se fala. Os agricultores clamam por atendimento, por estradas, então tem que ser colocado em ação imediatamente no início do novo mandato um trabalho neste sentido porque no final de janeiro já tem colheita e os produtores precisam que as estradas estejam em condições de trafegabilidade para que façam o escoamento da produção já no início do ano.

 

OP: O senhor já tem uma equipe de governo formada caso seja eleito?

MR: Assumimos o compromisso de que não teríamos nenhum cargo trocado por voto. Não temos a equipe pensada ou montada. Eleitos, nós vamos sentar, nos reunir com profissionais do município, com os agricultores, com as indústrias de Marechal Cândido Rondon que vão nos auxiliar a montar a nossa equipe de governo. Nós nos comprometemos em ter uma gestão democrática, a comunidade vai participar da escolha da nossa equipe de governo.

 

OP: Essa eleição foi marcada pelo fim do financiamento empresarial, que trouxe um desafio a mais para os candidatos. Como o senhor avalia essa mudança? Acha que foi benéfica?

MR: Como não tenho o parâmetro da eleição anterior, porque em 2012 concorri como candidato a vereador e o volume financeiro é muito menor do que se gasta em uma campanha para prefeito, não tenho como saber se foi bom ou não. Eu acho que é salutar para gastar menos, então algumas mudanças são importantes. Agora, com certeza o fim do financiamento para pessoas jurídicas dificultou aos candidatos a busca de recursos para fazer o financiamento da sua campanha.

 

OP: E sobre o limite de gastos?

MR: Eu acho importante limitar os gastos para uma eleição. Nós temos que sair, e saímos, daquela história do passado onde se gastava milhões. Acho que política se faz com ações, com trabalho, com conversa, então essa limitação fez com que os candidatos buscassem o voto no corpo a corpo, visitassem as pessoas, porque com menos dinheiro investido na campanha tem menos pessoas trabalhando, então isso valorizou muito e vai valorizar o trabalho dos próprios candidatos na conquista dos votos.

 

OP: Essa campanha de 45 dias se torna vantajosa para quem já é conhecido do meio político, ou igualmente é um desafio?

MR: A nova legislação é igual para todos, então é desafiante para todos os candidatos. Eu não sei quais são as condições e dificuldades dos meus adversários, mas encontramos algumas facilidades e encontramos algumas dificuldades. Mas o importante, o mais gostoso, é o contato direto com a população, ouvir as demandas da sociedade, receber o carinho da população e colocar tudo isso em prática a partir do dia 1º de janeiro.

 

OP: A sua coligação estima eleger quantos candidatos para a Câmara de Vereadores?

MR: É difícil prever porque você não sabe realmente como estão os outros candidatos a vereadores. Temos a convicção que faremos a maioria dos vereadores na Câmara, mas precisar exatamente quantos é bastante difícil.

 

OP: Por que os eleitores devem votar no Marcio Rauber?

MR: O Marcio Rauber já mostrou o seu comprometimento enquanto vereador. Fizemos um trabalho na Câmara de comprometimento com a legislação e a fiscalização, e o grande desafio do próximo gestor do nosso município é com a prestação de serviços da municipalidade. Os serviços da saúde, da educação, de transporte, de atendimento ao agricultor, de atendimento à indústria e comércio, os serviços prestados dentro da prefeitura devem ser bem feitos. Este comprometimento com a prestação de serviços e, ainda, com a coisa pública, cuidar bem do orçamento do nosso município são os grandes desafios do nosso próximo prefeito. Isso nós temos e já demonstramos, e é por isso que o Marcio e o Ila merecem o voto da população.

 
Compartilhe esta notícia:

Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência aos seus visitantes. Ao continuar, você concorda com o uso dessas informações para exibição de anúncios personalizados conforme os seus interesses.
Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência aos seus visitantes. Ao continuar, você concorda com o uso dessas informações para exibição de anúncios personalizados conforme os seus interesses.