O Presente
Política

Temos que renovar o fôlego da nossa equipe, declara Cleci Loffi

calendar_month 7 de outubro de 2016
9 min de leitura

 

Mirely Weirich/OP

Prefeita reeleita em Mercedes, Cleci Loffi (PMDB): Esses 131 votos não me deixaram abatida e agora o nosso compromisso é de fazer com que Mercedes seja uma cidade ainda mais bonita, forte e pujante

 

Fazer com que um mesmo grupo político permaneça no comando do Executivo municipal por 16 anos ininterruptos é a razão para a prefeita reeleita em Mercedes, Cleci Loffi (PMDB), considerar que ela e o futuro vice-prefeito Edson Schug (PMDB) entraram para a história. Mesmo reconhecendo que alguns eleitores podem considerar que exista um desgaste no governo, a peemedebista ressalta que a população busca nos gestores públicos pessoas sérias, comprometidas e honestas.

Com um resultado considerado apertado nas urnas, os candidatos da coligação Mercedes na Direção Certa (PMDB/PT/PPS/PTB/PSC) destacam que, agora, é preciso dar oportunidade para mais pessoas dentro do governo, por isso mudanças devem ocorrer para que os compromissos assumidos durante a campanha sejam honrados.

Confira.

 

O Presente (OP): O grupo de situação venceu a eleição por uma diferença de apenas 131 votos para o segundo colocado. Qual avaliação é possível fazer deste resultado?

Cleci Loffi (CL): Se analisarmos o histórico do município esta não é uma diferença tão pequena, porque já tiveram disputas com resultados de 79, de 18 votos. Não vou dizer que fiquei surpresa, porque justamente pelo fato de estarmos entrando na quarta gestão desse grupo político há certo cansaço por parte das pessoas em relação a isso. O que me chama atenção, no entanto, é que os dados sempre mostraram uma aprovação de governo muito grande. As nossas visitas sempre foram de qualidade, as pessoas nos receberam de uma forma incrível, com resultados muito positivo nas nossas conversas. Todos nós percebemos isso, eu, o Edson e os nossos 18 candidatos a vereadores, e, de repente, uma diferença só de 131 votos. Achamos estranho, mas não podemos julgar o eleitor, cada um tem uma mentalidade e uma forma de avaliar os candidatos. De qualquer forma, acho que eu e o Edson entramos para a história do município porque conseguimos fazer com que um grupo político se mantenha 16 anos no poder. Tivemos uma recepção muito boa nas residências e isso significa que o eleitor, mesmo achando que o interesse dele seja na mudança, tem respeito pelos nossos nomes e nossa administração. Agradecemos aos nossos 18 candidatos a vereadores, aos nossos familiares, conquistando a vitória com seis vereadores na Câmara com uma campanha honesta, levando os nossos sonhos para o município e os nossos compromissos que serão honrados. Esses 131 votos não me deixaram abatida e agora o nosso compromisso é fazer com que Mercedes seja uma cidade ainda mais bonita, forte e pujante.

Edson Schug (ES): Mesmo com essa diferença de votos sendo pequena queremos agradecer a população. Foi batido muito forte nessa questão de renovação, que vem de nível nacional e estadual, e algumas pessoas se identificam, mas a situação dos municípios é diferente. O município precisa suprir toda aquela demanda que o Estado e o governo federal não conseguem. Pela administração feita nos últimos quatro anos conseguimos superar isso e as pessoas realmente viram que o nosso município está bem. Queremos agradecer a todos que estiveram junto conosco, que abraçaram essa campanha.

 

OP: Isso representa que é preciso uma mudança na forma de fazer gestão?

CL: Eu vejo que constantemente é preciso fazer mudanças. Mas as mudanças podemos tentar, podemos fazer, e ver só no resultado final. Contudo, a administração pública está difícil hoje. Em todo o país tivemos uma campanha diferente, com lugares tendo dificuldade para achar nomes de candidatos justamente pela política nacional que vivemos hoje, e as pessoas costumam assimilar uma coisa com a outra e eu considero isso errado. É preciso analisar o município em que vivemos, a administração, o caráter, a capacidade, a honestidade das pessoas, mas, sem dúvida, teremos que fazer mudanças e é natural que elas ocorram. Todas as pessoas precisam ter ciência disso, porque temos que renovar o fôlego da nossa equipe.

(ES): Precisamos dar oportunidade para mais pessoas, porque de tempos em tempos as demandas mudam, o perfil das pessoas, da população que é uma geração nova que está vindo, então precisamos adequar a administração a essa realidade. É claro que precisamos agradecer ao trabalho das pessoas que já estiveram envolvidas no grupo, desde a primeira gestão há 12 anos, mas precisam ser feitos ajustem em função das mudanças do município que cresce, com pessoas novas que vem junto.

 

OP: Vocês pretendem mudar a equipe de governo no próximo mandato ou devem permanecer os mesmos nomes? Já esboçaram como deve ser a composição da equipe de governo?

CL: Com certeza irão ocorrer mudanças, até porque estamos com cerca de três ou quatro secretários interinos na equipe. As mudanças vão ocorrer também por esse motivo, bem como porque vamos pensar no futuro do nosso município, do nosso grupo político e no futuro administrativo. As pessoas têm ciência dessas mudanças e já estão preparadas para isso. Não sentamos ainda para definir porque estamos nesta fase de descanso após o período eleitoral, mas nos próximos dias devemos nos reunir para discutir o próximo governo.

 

OP: Até quando pretendem ter os nomes definidos?

CL: Não temos prazo porque não discutimos esse assunto ainda. Mesmo na campanha, quando entrávamos nas casas e pediam sobre o nosso secretariado, deixávamos claro que a única pessoa que teria secretaria certa é o Edson e mais ninguém.

ES: Como foi feita uma campanha com coligação de partidos, aquilo que foi acordado é que a administração seja feita também com a coligação de partidos, união e contribuição dos partidos no momento propício com nomes a serem analisados.

 

OP: Qual será a participação do vice-prefeito Edson Schug no governo?

CL: Não discutimos ainda. Queremos formar o nosso secretariado para que a pessoa tenha o perfil em cada secretaria. O Edson é uma pessoa que tem um perfil administrativo, agricultura, viação e obras, saúde. Então não chegamos a discutir nem na campanha sobre o desejo dele. Mas, sem dúvida ele será a primeira pessoa a escolher uma secretaria.

 

OP: Pelo seu grupo político ter feito a maioria na Câmara, como avalia que será a relação do Executivo com a Casa de Leis?

CL: Sempre foi muito boa. Graças a Deus, se há algo que podemos falar com tranquilidade aqui no nosso município é isso. Quem sabe no início da gestão, até com os ânimos ainda um pouco alterados, pode ser que a gente sinta um pouco desse impacto, mas agora somos o governo de toda a população, eu como prefeita e o Edson como vice-prefeito de todos, inclusive dos nove vereadores. O Executivo e o Legislativo devem andar em sintonia e ter diálogo. Vamos com certeza sempre manter as portas abertas para eles como a gente manteve na gestão atual. Agora o mais importante é o nosso povo. Buscar os nossos deputados. Eu vi que vários deputados apoiaram a base de oposição também e tenho certeza que contribuirão conosco na próxima gestão, assim como os nossos. Eu, o Edson e os nove vereadores temos o dever de buscar esses deputados, esses representantes de algumas fundações, para poder somar mais ainda no nosso governo.

 

OP: Esse resultado pode fortalecer a oposição de alguma forma?

CL: Acredito que não. Nenhum dos três têm perfil combatente, assim como os candidatos do nosso grupo, e também porque nós não vamos entrar nessa. Não estamos aqui para guerrear com ninguém, estamos aqui para fazer o melhor pelo nosso povo. Agora como a gente vê comportamento de algumas pessoas de oposição muito revoltadas com o resultado, nós também não estamos entrando neste jogo. Foi uma eleição democrática, a maior parte da população optou por um lado político e um número de vereadores, e agora tem que respeitar a escolha da população e continuar trabalhando. Ter a maioria na Câmara é um ponto importante e positivo porque me sinto feliz pela aprovação dos nomes dos nossos candidatos, mas administrativamente falando vai do interesse de quem está lá pelo futuro do município. Não vai partir da administração municipal projetos que não sejam de interesse público.

 

OP: Em relação à mesa diretiva da Câmara, o fato do candidato Marcelo Eninger (PSC) ter sido o mais votado pode dar ele a condição de ser eleito para presidir a Câmara? A senhora pretende se envolver nessa escolha?

CL: Também não conversamos com eles ainda. Após a eleição ainda não tivemos a oportunidade de sentarmos todos e começarmos a discutir, porque também há candidatos a vereadores eleitos ou não eleitos que vão estar na discussão da futura formação da nossa administração. Estamos com bastante tranquilidade em relação à composição da mesa diretiva da Câmara, mas tenho certeza que será usado o bom senso.

 

OP: Quais devem ser as primeiras ações no próximo governo?

CL: A política está difícil de ser lidada atualmente. Hoje se eu buscar um convênio, tanto no Estado como o governo federal, uma emenda parlamentar, ela leva de dois anos e meio a três anos para se concretizar, por isso na verdade não podemos nem esperar. A partir da semana que vem vamos começar a manter os nossos contatos, eu como prefeita e o Edson ainda como vereador e futuro vice-prefeito, e buscar os nossos deputados, o Estado, o governo federal para concretizar parcerias, convênios e projetos. Nós só temos, na verdade, esse fim de ano e o ano que vem. Em 2018, um ano eleitoral novamente, não é novidade para ninguém que quando há eleição para o Estado e governo federal nos próximos dois anos a coisa praticamente não anda. Temos que começar essas parcerias, recursos e convênios agora. Vamos nos dedicar mesmo antes de assumir.

 
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