A dois dias do pleito eleitoral de 07 de outubro, candidatos e coligações realizam seus últimos atos de campanha, assim como o corpo a corpo com o pedido de voto aos cidadãos brasileiros aos cargos de deputado federal e estadual, senador, governador e presidente da República. De outro lado, os cartórios eleitorais ultimam os trabalhos visando ao 1º turno do processo eleitoral.
Em todo o Brasil a expectativa é de que 147.306.275 eleitores exerçam a cidadania através do voto, sendo que as mulheres somam 52,5% do eleitorado, enquanto os homens representam os 47,5% restantes. No Paraná são 7.971.087 cidadãos aptos a votar, novamente a maioria de mulheres, com 52,4%, sendo que o público masculino responde pelos outros 47,6%.
Na 121ª Zona Eleitoral de Marechal Cândido Rondon, que compreende os municípios de Mercedes, Pato Bragado, Quatro Pontes e Marechal Rondon, são 51.205 eleitores em situação regular para votar, dos quais 51,9% formados por mulheres e outros 48,1% integrados por homens.
CAPACITAÇÃO
De acordo com o chefe do Cartório Eleitoral de Marechal Rondon, Fábio Gealh, até a última quarta-feira (26) foram realizados treinamentos aos mesários para que cada um deles tenha conhecimento de como ocorrem as eleições, qual será o serviço deles, bem como esclarecimento de dúvidas e questões pontuais que surgem diante do trabalho para o qual estão convocados. “Este treinamento começou no fim da primeira quinzena de setembro e seguiu até o dia 26 com turmas divididas entre os municípios da comarca, e a maioria delas de Marechal Rondon”, declarou ao O Presente.
Segundo ele, alguns critérios são adotados para selecionar os mesários que atuarão no pleito eleitoral. “O nosso primeiro critério é por mesários voluntários e neste ano a procura foi muito grande, então logo depois fizemos a escolha por universitários, porque além do benefício como dias de folga no trabalho, o universitário tem direito a converter as horas trabalhadas em extracurriculares”, diz Gealh.
URNAS
Para que a eleição ocorra dentro do planejado nos quatro municípios que receberão seções eleitorais para a votação, das 08 às 17 horas de domingo, o Cartório Eleitoral também executou a conferência e preparação das urnas eletrônicas, compilando todas as informações referentes ao pleito, como demais configurações.
Na tarde de sexta-feira (28) as urnas foram abertas e conferidas, cujo trabalho seguiu no sábado (29), enquanto no domingo os equipamentos foram configurados e lacrados. “Os aplicativos gerados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e auditados com a segurança necessária foram utilizados para configurar cada uma das urnas para os locais de votação onde serão utilizadas. É uma cerimônia de carga, geração de mídias e lacração. No sábado ocorreu a geração de mídias com testes de votação e resultado, enquanto no domingo houve a configuração e lacração das urnas para verificar a inviolabilidade dos equipamentos”, descreve Gealh.
ALERTA
Em relação ao dia do pleito, o chefe do Cartório Eleitoral faz um alerta aos eleitores. “Têm circulado informações em redes sociais e via WhatsApp como sendo uma orientação para que o eleitor anote o número do seu candidato no caderno de votação ao lado da assinatura, mas isso corresponde a crime eleitoral por fazer constar em documento oficial algo que não deve, como o número do candidato. Outra coisa é que se trata de propaganda eleitoral, o que no dia das eleições é configurado como boca de urna e, portanto, é crime”, enfatiza, emendando: “Todos os mesários estão orientados a coibir esse tipo de atitude para que (em acontecendo) o eleitor rasure e não mantenha a anotação indevida no caderno de votação”.
Gealh considera tal sugestão de anotar o nome do candidato no caderno de votação como um ato de má-fé ao eleitorado. “A gente busca extirpar das eleições o chamado voto de cabresto. Essa é uma prática simples de quem se utiliza de uma insatisfação política atual para fantasiar uma informação aos eleitores para depois verificar quem votou no seu candidato. As pessoas criam uma ilusão, maquiam as coisas como se essa fosse uma informação útil, quando na verdade é uma atitude para ludibriar o eleitor e convencê-lo a fazer algo indevido”, evidencia.
PECULIARIDADE
Ele menciona que cada país conta com a sua peculiaridade no período eleitoral. Nos Estados Unidos, por exemplo, se questiona a manipulação do sistema político quanto às informações veiculadas na mídia, fato a que todo mundo está sujeito, inclusive no contato pessoal. “Há países onde o eleitor pode votar em qualquer lugar, inclusive sem registro da presença. Ele poderia eventualmente votar outras vezes, mas isso nunca foi questionado”, comenta.
O caso citado nos Estados Unidos está ligado às supostas fake news que teriam auxiliado o então candidato republicano Donald Trump a derrotar a democrata Hillary Clinton e se tornar presidente da nação mais poderosa do mundo. No Brasil também há fake news rondando em redes sociais e grupos de WhatsApp, o que, salienta o chefe do Cartório Eleitoral, pode prejudicar o sistema eleitoral. “A gente recebe a informação e repassa como se fosse verdade, quando o correto é a gente questionar antes se estão querendo nos manipular para transmitir dados falsos adiante”, pontua Gealh.
SEGURANÇA
Implantada no Brasil há 20 anos, as urnas eletrônicas foram criadas com a finalidade de coibir o já citado voto de cabresto, quando uma pessoa enxerga para quem o cidadão vota e o utiliza como moeda de troca.
Outro ponto é que a urna passa por aferição técnica o ano todo, como auditoria e até hoje não foi verificada nenhuma falha de segurança. “A urna é totalmente segura, pois o equipamento funciona no dia de votação sem conexão alguma com a internet ou dados e registra o voto do eleitor. Se no final o voto não é aquele, a culpa não é do instrumento que captou, mas do eleitor que votou naquelas pessoas que são eleitas. Não adianta jogar a insatisfação no equipamento, pois o eleitor é quem aperta o botão”, destaca o chefe do Cartório Eleitoral da comarca rondonense.
No sábado (29) ocorreu a geração de mídias com testes de votação e resultado, enquanto no domingo (30) houve a configuração e lacração das urnas para verificar a inviolabilidade dos equipamentos (Foto: Joni Lang/OP)
Com O Presente