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“Toy Story 4” mantem a qualidade da franquia

calendar_month 21 de junho de 2019
3 min de leitura

Desde quando foi anunciado pela Pixar, em agosto de 2016, o quarto filme da franquia “Toy Story” gera reações antagônicas. Muitos fãs amam o fato de poder ver Woody, Buzz e todo o resto da turma mais uma vez na telona. Por outro lado, várias pessoas passaram a se perguntar: “por que retomar uma história tão belamente encerrada em ‘Toy Story 3’?”.

Pulando para quinta-feira (20), dia em que a animação estreou nos cinemas brasileiros, esses dois grupos voltam a se unir. Pois, mesmo que até certo ponto desnecessário, “Toy Story 4” é ótimo.

Estreia de Josh Cooley – que é um dos roteiristas de “Divertida Mente” – na direção, o 21º filme da Pixar traz tudo aquilo que todo amante da franquia quer ver: uma trama bem amarradinha que mistura sequências de muita aventura com momentos tocantes, diálogos espertos e personagens cativantes.

Tudo bem que algumas situações começam a se repetir, mostrando o início do que pode ser um desgaste da fórmula de “Toy Story”, mas mesmo isso não altera o brilho da animação.

A pastora Betty ganha um papel de bem mais destaque em Toy Story 4.

Na trama, Woody, Buzz e cia agora são brinquedos da garotinha Bonnie, disputando espaço com outros brinquedos dela. Antes o boneco preferido de Andy, o cowboy Woody não tem mais o mesmo prestígio de antes. Em seu primeiro dia no jardim de infância, Bonnie cria um novo amiguinho a partir de um garfo de plástico, o Garfinho. Ele, no entanto, não quer ser um brinquedo, mas Woody vai fazer de tudo para convencê-lo da importância que tem para Bonnie.

Assim como no filme anterior, “Toy  Story 4” fala muito sobre rejeição e aceitação, mas, diferentemente dos outros da série, dá destaque a uma personagem feminina forte, Betty. Amor platônico de Woody, ela descobriu, ao contrário dele, que a liberdade é um passo inevitável da vida, até para um brinquedo.

O vilão da vez, a boneca Gabby Gabby, não tem a mesma força que o urso Lotso, de “Toy Story 3”, mas traz uma faceta diferente ao rol de antagonistas da franquia, mostrando que mesmo os vilões têm chance de redenção.

O motoqueiro canadense Duke Caboom rouba a cena como um dos coadjuvantes mais engraçados da franquia até hoje.

Porém, entre todos os novos coadjuvantes, como o coelho e o pato de pelúcia que vivem (literalmente) grudados, nenhum é tão divertido quanto o motoqueiro Duke Caboom, uma versão canadense de Evel Knievel traumatizado com a rejeição de seu antigo dono, Jean, em um daqueles casos clássicos de propaganda que mostra o brinquedo fazendo muito mais do que realmente pode.

No final das contas, “Toy Story 4” mantém a barra de qualidade da franquia bem alta, o que não é nenhuma novidade em se tratando dessa série, a menina dos olhos da Pixar. No entanto, as armadilhas das repetição batem à porta, mesmo que ainda traga momentos de pura emoção que farão o mais durão dos machões lutar para não chorar.

Toy

 

Com Huffpost Brasil 

 
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