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Arno Kunzler

Mais uma tentativa

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O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para punir motoristas que recusam o bafômetro nas abordagens policiais.

Não que isso já não tivesse na lei e por conseguinte deveria valer para todos em qualquer circunstância.

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Mas como no Brasil os mais iguais perante a lei sempre encontram subterfúgios para evitar punições, nesse caso também, ao recusar o bafômetro, jogam com a lentidão e o infindável adiamento dos julgamentos até que, por decurso de prazo, as penas sejam extintas.

O STF mais uma vez tenta fazer com que as pessoas tenham que se submeter à lei e à autoridade policial, mas, convenhamos, será que depois disso o legislador não vai mudar novamente a lei?

Se a lei tivesse sido feita para que todos fossem tratados da mesma forma não haveria esse “benefício” de recusar o bafômetro.

É claro que fazer uma lei para todos acaba punindo quem não deveria ser punido, ou quem as autoridades gostariam de poupar.

Eles mesmos, no caso.

Como acreditar nas nossas leis se a toda hora temos demonstrações de que elas servem apenas para uma grande maioria da população, mas não funcionam para um grupo especial de cidadãos que, invariavelmente, se coloca acima da lei e com absoluto sucesso?

Não é de hoje que proclamamos leis e mais leis, só que na hora de exigir o cumprimento, acabamos sempre esbarrando em alguma coisa que, de forma cuidadosa e parece até que de caso pensado, foi incluída nos recursos para impedir que aqueles que têm bons advogados e bastante dinheiro nunca sejam punidos como deveriam.

Não seria natural e óbvio que a partir da lei que prevê o bafômetro, que está em vigor há muitos anos, todos devessem se submeter da mesma forma?

Mas não é.

 

Arno Kunzler é jornalista e fundador do Jornal O Presente, da Editora Amigos e da Editora Gralha Azul

arno@opresente.com.br

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