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Fátima Baroni Tonezer

Olá, sou sua autoestima!

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Autoestima virou tema recorrente, e como outros temas que se tornam repetitivos na mídia, ficou banalizado. Ter autoestima elevada não significa necessariamente ser egoísta e arrogante. Autoestima também não tem a ver com a posição social ou financeira, com o gênero, o tipo físico etc. A autoestima basicamente é a forma como cada pessoa se define, ou seja, é o modo como a pessoa se avalia – positiva ou negativamente, o valor que se dá, o quanto gosta de si mesma(o).

E este sentimento influencia em todas as áreas da sua vida. É a maneira como vamos construindo referências ao longo da vida e nossas ações baseadas neste conceito.  Essa avaliação que temos de nós mesmos tem implicações na comparação que faço com os outros e das palavras que os outros dizem para e sobre mim.

Exemplo: “nossa, você é muito devagar” ou “desse jeito você nunca vai ser ninguém na vida”. As redes sociais contribuem muito para diminuir nossa autoestima, já que estamos sempre nos comparando com a vida cuidadosamente editada e partilhada do outro. Esse ambiente vai influenciando a avaliação de si mesma, baseada sempre no que o outro, pessoas próximas ou não, falam de você, assim também como você se sente, se percebe no mundo. Para clarear um pouco, vamos conhecer os pilares que dão sustentação a autoestima.

QUATRO PRINCÍPIOS QUE DEFINEM SUA FORMA DE SE PERCEBER!

Vamos conhecer os pilares, segundo a perspectiva de Walter Risso, psicólogo e escritor italiano que viveu na Argentina, especialista em terapia cognitiva. O primeiro pilar é o autoconceito, é o que você pensa sobre si. O que você diz quando fala de si mesma?

Observe seus pensamentos: existe mais palavras positivas, de reconhecimento ou mensagens que desmotivam, de julgamento? Como você se define? Você diz que é inteligente? Ou que é desastrada? Desatenta?

Tem pessoas que vão falar só coisas boas de si, outras que só apontam os defeitos. E tem algumas que ficam no meio termo, enxergam as coisas boas e os defeitos, e buscam estratégias para lidar com isso.

O segundo pilar é a autoeficácia. É a capacidade de resolver as demandas da vida, os problemas que surgem. O quanto a pessoa se sente capaz, confia e acredita ser capaz de cumprir metas, alcançar objetivos e resolver desafios. Vai até o final ou costuma desistir antes de concluir? Ou nem começa? É o quanto você acredita em si e nos seus resultados, é a intensidade da presença do pensamento “sou capaz”.

O terceiro pilar é o autorreforço. É o quanto eu consigo reconhecer e me dar os créditos dos resultados obtidos. Geralmente somos capazes de reconhecer e elogiar o outro, ser gentil com os demais, dar o devido crédito ao que o outro faz. 

E você, consegue reconhecer o que você faz? Exemplos: foi na academia… cuidou da alimentação… respeitou seus limites. Você consegue reconhecer e se parabenizar ou nem considera. Repete a si mesma que não foi nada ou só sua obrigação? Não é sobre se dar um presente, fui à academia essa semana, logo “mereço uma pizza” ou “maratonar uma série”. É reconhecer e valorizar suas ações e escolhas.

E finalmente, o quarto pilar, a autoimagem. Qual é a sua opinião sobre você? Sobre sua aparência? Essa, como as outras, são opiniões desenvolvidas ao longo do tempo. Então, reflita: você aprendeu a amar ou odiar seu corpo? Qual a atitude que você tem sobre você, sua autoimagem e que você transmite para as pessoas. A forma como você se vê e se percebe, o que tem além da imagem corporal, que você transmite para os outros e que se reflete na maneira como você se cuida, se comporta, nas suas atitudes e palavras. Se você sente que não se encaixa no padrão global de beleza, como isso influencia sua postura frente as demandas da vida?

Vamos fazer um exercício? Pense em você como um produto. Você compraria este produto? Ele é bonito? Confiável? Entrega o que promete? Tem conteúdo além da aparência do pacote?

Quando nos fixamos num dos pilares, a autoimagem, e estamos sempre buscando atingir o “padrão universal” da beleza, ou queremos agradar todo mundo por não termos confiança em nossa capacidade ou merecimento, sinalizamos uma baixa autoestima, uma desconexão com nosso interior, com quem de fato somos.

Esses são os pilares da autoestima. Como está a sua? E mais ainda, o que é preciso fazer e deixar de fazer para que a autoestima, sua ou de quem você ama e quer bem, seja equilibrada? Será que é possível transformar uma pessoa que sempre teve a autoestima baixa?

Na próxima semana vamos conversar sobre alguns passos para reconhecer a sua e conversar sobre pontos para ajudar a melhorar a autoestima, sua e do outro importante para você. Continue me acompanhando, aqui e nas redes sociais. E lembre-se que se quiser conversar comigo, é só me chamar.

Até a próxima.

Fátima Sueli Baroni Tonezer é psicóloga, formada em Psicologia na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Sua maior paixão é estudar a psique humana. Atende na DDL – Clínica e Treinamentos – (45) 9 9917-1755

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