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Eles almejam a Policlínica?

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Tratativas para aquisição de uma das estrelas do polo de saúde de Cascavel são confirmadas. O empresário Assis Gurgacz e a Unimed estão na parada

Assis Gurgacz, do hospital São Lucas, e Luiz Sergio Fettback, da Unimed: tratativas cercadas de discrição

“Não será surpresa se um dos dois maiores e mais tradicionais hospitais privados da cidade mudar novamente de mãos. São fortes os rumores de que a rede Care, que detém o controle acionário de 12 hospitais e 25 clínicas prestadoras de serviços médicos nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, teria decidido se desfazer da Policlínica Cascavel, que adquiriu menos de dois anos atrás. Uma empresa administradora de planos de saúde e um grupo de investidores locais podem se unir para entrar no negócio. Os entendimentos para a formação do consórcio estão a pleno vapor”.

A nota acima foi publicada no blog do jornalista Caio Gottlieb, em setembro do ano passado. E agora os fatos parecem referendar o tirocínio do veterano colunista. O empresário Assis Gurgacz confirmou informação inicialmente publicada na coluna do radialista Miguel Dias, no jornal “Preto no Branco”, dando conta das tratativas.

“Estivemos reunidos na semana passada. Se eles chegarem na minha proposta, vou conversar com meus filhos”, disse Gurgacz ao editor do Pitoco. Se o empresário é uma das partes de um consórcio formado para gerir a Policlínica, qual seria a outra? Gotllieb citou em sua nota uma administradora de planos de saúde.

Intuitivamente é possível inferir que se trata da Unimed, única empresa local do ramo com musculatura para uma empreitada dessa dimensão. Questionada sobre tratativas para adquirir a Policlínica isoladamente ou em consórcio, o presidente da Unimed, Luiz Sergio Fettback, não confirma e nem nega.

“A Unimed Cascavel acompanha atentamente as movimentações de mercado, bem como a tendência das operadoras de saúde investirem em rede própria de atendimento. Contudo, a política interna da cooperativa não prevê a divulgação de informações sobre quaisquer tipos de operações financeiras – supostas ou reais –, bem como de estratégias ou outros dados internos”, disse Fettback em nota.

100 MIL COOPERADOS

Não é de hoje que a Unimed Cascavel cogita construir ou adquirir um hospital próprio. A cooperativa acaba de anunciar a vida de número 100 mil aos seus cuidados. E fechar a cadeia de insumos e serviços representa obter o domínio total dos custos operacionais, que são elevadíssimos, notadamente com a profusão de exames solicitados por jovens médicos e o envelhecimento da população.

A tendência de domínio completo dos ciclos é acentuada. A Unimed Costa Oeste, prima-irmã da coopetativa de Cascavel, está investindo R$ 80 milhões no Biopark, em Toledo, na construção de um hospital de alta complexidade.

Enquanto o assunto não se desdobra, médicos cotistas da Policlínica manifestam reservadamente apreensão e até algum desconforto com a forma com a rede Care vem conduzindo a questão.

“Até parece que estamos diante de um mau negócio. Se fosse ruim não haveria dois grandes players do mercado querendo adquirir a Policlínica. Conforme circulam as informações, passa a impressão que estão depreciando um hospital que tem papel central no polo de saúde de Cascavel, que gerou todo um ecossitema de saúde em seu entorno, com recursos humanos e equipamentos de excelência”, disse um cotista ao Pitoco, sob a condição de manter seu nome no anonimato.

GURGACZ E DA VINCI

A rede Care, instada a enviar comentários sobre as tratativas de venda da Policlínica, não quis se manifestar. Uma das perguntas enviadas dizia respeito exatamente aos motivos que a levaram a ofertar o ativo no mercado.

Embora aparentemente muito bem sucedida nas 37 unidades de saúde que administra, a Care encontrou um cenário altamente competivivo no polo de Cascavel, que vai desde a capacidade ilimitada de atendimento do Hospital Universitário até o vibrante segmento privado. Para ficar em apenas um exemplo – lastreado pelo curso de Medicina da FAG, também de sua propriedade – Assis Gurgacz injetou R$ 160 milhões para transformar um acanhado nosocômio no que é hoje o São Lucas, um dos maiores e mais bem equipados hospitais do país.

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Xô, mosca azul!

“Não é por mérito pessoal de ninguém, muito menos meu. Acredito que a qualidade musical, o talento de nossos comunicadores, o nome forte da Colmeia construído há décadas por inúmeros profissionais, são fatores que explicam esse lugar ao pódium”, diz o modesto João Diego, nome de peso da comunicação social de Cascavel.

Como se percebe e se ouve, o menino talentoso da região Norte de Cascavel, filho de cantador, habituado a conviver com as abelhas e seus ferrões, não haveria de ser picado pela mosca azul da presunção.

Resta saber se os donos da antena conseguem distinguir moscas brancas em meio a tantas outras de “pelagem” comum. E se sabem dividir o mel colhido na proporção do mérito e merecimento de cada um.

A estátua da Havan na carroceria do caminhão adaptado chega a Manaus, capital do Amazonas, após 19 dias de rodovia e hidrovia: 5,3 mil quilômetros desde Balneário Camboriu

A longa viagem da estátua

Monumento da Havan inspirado na Estátua da Liberdade acaba de concluir a mais longa viagem já realizada ao longo de 175 lojas edificadas

A Eucatur é bem conhecida aqui. A empresa da família Gurgacz opera diversas linhas de longa distância em quase todo o país, sendo a maior delas a que liga o município catarinense de Criciúma a Porto Velho, em Rondônia, com mais de 3.590 quilômetros.

É chão para o motorista da camisa rosa percorrer. Mas que tal uma viagem de 5.300 quilômetros? A Estátua da Havan embarcou em uma jornada que a levou de Camboriu (SC), onde é fabricada, até Manaus, no Amazonas, percorrendo essa longa distância.

Segundo a direção da varejista, este é o trajeto mais extenso já realizado pela estátua ao longo dos seus mais de 30 anos de história. A razão para essa viagem é a inauguração da Havan Manaus, agendada para o dia 6 de julho, às 10h, na Avenida das Torres. Será a megaloja de número 176. Além da emblemática estátua que já é reconhecida por todos, a nova loja ofe­recerá mais de 350 mil itens, uma praça de alimentação, ambiente climatizado e diversas outras novidades.

No total, o deslocamento da Estátua da Havan para percorrer mais de cinco mil quilômetros consumiu 19 dias. A “pecinha” foi entregue na capital amazonense na úl­tima terça-feira (4).

O momumento seguiu até Belém, no Pará, através de rodovias. E de lá foi trans­portado pelo rio Amazonas. São mais de 3.800 km por terra e cerca de 1.500 km pela hidrovia.

CURIOSIDADES DA ESTÁTUA

Algumas curiosidades sobre a Estátua da Liberdade da Havan foram reveladas pelo fundador da empresa, Luciano Hang, em entrevista recente. Ele revelou que o custo de cada estátua, com 35 metros de altura, o tamanho padrão, é de aproximadamente R$ 1,5 milhão de reais.

Vale destacar que a réplica do monumento  localizada na Parada Havan, em Barra Velha (SC), possui dimensões diferentes, medindo 57 metros de altura.

O “Véio da Havan” acumula uma fortuna de R$ 11,5 bilhões segundo a revista Forbes, valor que o coloca na posição 1.438 na lista de bilionários da publicação.

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Comportas do Assis

Anel viário começa a entrar no papel; petistas de alto coturno chegam a Cascavel nesta sexta-feira com a caneta transbordando tinta vermelha

Conforme o empresário Assis Gurgacz antecipou no “Café com Pitoco” de abril último, a diretoria de Itaipu, PTI e DNIT avançaram no convênio do projeto do anel viário de Cascavel.

E a assinatura do convênio para execução do projeto de viabilidade técnica acontece nesta sexta-feira (07), na Câmara Municipal. O ato marca o início dos estudos necessários para a elaboração do projeto de construção do anel.

São dois novos contornos, o Norte, ligando a BR 277, 369 e 163 (antiga 467). E o Sul, que desvia a rodovia do perímetro urbano nas franjas dos bairros Faculdade e Cascavel Velho até a 277, saída para Curitiba.

Projeto é uma coisa, obra é outra. Para a execução propriamente dita dos contornos, são necessários estimados R$ 600 milhões, cuja origem ainda não está definida.

Sabe-se que muitas pessoas atuaram visando atrair Itaipu para a causa, entre elas a prefeiturável Lilian Porto (PT).

Porém, embora ele negue publicamente, foi o “embaixador” de Cascavel em Brasília, Assis Gurgacz – homem da cozinha de Lula – quem abriu portas e comportas, como já havia feito no Contorno Oeste.

Em tempo: o convênio não será assinado no Paço Municipal e sim no Legislativo. A caneta transbordando tinta vermelha para pagar o projeto está nas mãos de petistas graúdos. E o atual titular do Paço, bem como seu vice, são considerados bolsonaristas até a medula…

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Da meia água ao “Plim-Plim”

A trajetória do apresentador que foi do barraco ao bangalô, e de lá saltou para o horário nobre na afiliada da Globo

Valdinei: em busca de Edson Morais na lista telefônica

Era final da década de 1990. O menino de 16 anos varria a modesta morada conhecida popularmente como “meia água”, no bairro Alto Alegre, em Cascavel, ouvindo o veterano Edson Moraes e seu longevo programa na Colmeia, o “Balançando o Bangalô”.

Percebendo as dificuldades da mãe em criar sozinha os três filhos, o adolescente recorreu àlista telefônica, onde estavam os nomes e números de milhares de pessoas, e procurou página por página pelo nome Edson Moraes.

Encontrou meia dúzia de homônimos, já que se trata de um nome comum. Ligou até encontrar o telefone fixo do apresentador. Quem atendeu foi dona Cleusa, esposa do Moraes.

Assim começava a carreira profissional do jornalista Valdinei Rodrigues. A ligação era para pedir uma oportunidade na Colmeia. “Não havia vagas. Mas o Ivan Zuchi, que chefiava o jornalismo, me ofereceu a possibilidade de aprender a trabalhar como operador de áudio. Como ajuda de custo, recebia os vales do transporte coletivo”, relatou Valdinei ao Pitocast, o podcast do Pitoco, no dia 31.

BARRACO AO BANGALÔ

O resto da história milhares de paranaenses conhecem. Valdinei passou à condição de um dos principais nomes da RPC/Globo no estado. Atuou na emissora por nove anos. Saiu do barraco, passou pelo bangalô e chegou à poderosa rede “Plim-Plim”.

O apresentador hoje atua no horário nobre na RIC Record, onde comanda o “Balanço Geral” por duas horas e meia, diariamente. A íntegra da entrevista, em que Valdinei não se esquiva nem mesmo das perguntas mais impertinentes da vida pessoal, podem ser acessadas no Pitocast através do Youtube e do Spotify.

BOOM DO PODCAST

O veterano radialista Miguel Dias, do jornal “Preto no Branco”, se deu ao trabalho de contar o número de podcasts no ar em Cascavel. Parou em 18. “Há outros em projeto, vai chegar fácil a 30”, disse Miguel.

O PitoCast é gravado no Castilhos Coworking, cujo estúdio provido de equipamentos de última geração está no centro de Cascavel (WhatsApp 93300-5356).

Por Jairo Eduardo. Ele é jornalista, editor do Pitoco e assina essa coluna semanalmente no Jornal O Presente

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