Muitas vezes, no cansaço dos nossos dias, caminhamos sem nos ater àquilo que nos cerca.
Andamos porque é preciso e nos contentamos com menos do que o básico. Nesse modo de viver, sem nos importarmos em termos o que merecemos, vamos aceitando qualquer migalha, sofrendo e esquecendo que tudo é possível mudar.
Nos contentamos com tão pouco que quando as coisas boas acontecem com conta-gotas, e a gente inclusive agradece.
Esquecemos de observar o contexto e por isso não percebemos que somos enganados, ludibriados e que vivemos um faz de conta.
O valor que temos, permitimos que os outros determinem, então vamos nos moldando ao que acham de nós, o que esperam de nós. Com isso permitimos que o sofrimento se instale, sem resistência, sem esforço para mudanças, deixamos que tudo se transforme em queixas, quando o certo seria ter atitudes.
Esse padrão de comportamento tem tomado força e vemos acontecer em tudo. Nas nossas vidas privadas, nos contextos de grupos e inclusive politicamente.
Estamos aplaudindo o mínimo do mínimo quando merecemos o máximo. Estamos nos contentando com o que vier e esquecemos que podemos ter o melhor.
Parece que os “novos tempos” têm abstraído de nós o direito de pensar, de fazermos escolhas e principalmente de escolhermos por aquilo que desejamos viver.
Cada dia é um presente que pode ser incrível ou pode nos colocar em posição de confusão, angústia e desesperança.
Quando entendemos que a história das nossas vidas só cabe a nós escrevermos, iremos buscar nos dedicar ao que realmente merecemos, tomar a responsabilidade dos nossos dias e fazer acontecer.
Se hoje não está bom, não é o fim, é parte do processo, mas precisamos lembrar que são as nossas escolhas que determinarão o amanhã. Não podemos esquecer isso.

Por Silvana Nardello Nasihgil. Ela é psicóloga clínica com formação em terapia de casal e familiar (CRP – 08/21393)
@silnasihgil
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