O Presente
Silvana Nardello Nasihgil

Falta esperança nos detalhes da vida

calendar_month 25 de junho de 2026
2 min de leitura

Então tá! Os jogos da Seleção Brasileira têm me feito refletir muitas coisas.

A primeira delas é como a vida tem mudado no transcorrer dos anos. Falo isso porque já vivenciei muitas Copas do Mundo e, hoje, tenho sentido as pessoas distantes, sem emoção e sem esperança.

Sim, sem esperança! Isso não diz sobre a Seleção Brasileira, mas, sim, sobre a falta de esperança nos detalhes da vida.

Muitos sequer se tocaram que a Copa do Mundo começou e sequer se deram conta dos jogos do Brasil. Essa falta de interesse está muito ligada ao cotidiano, às dificuldades que enfrentamos em todos os sentidos.

Em outras Copas do Mundo o Brasil se vestia de verde e amarelo, existia uma indústria da Copa e a grande maioria das pessoas esperavam ansiosas pelas partidas.

Hoje vivemos tempos difíceis e a esperança se transformou em luta diária, em vencer um dia de cada vez, em sobreviver.

Uma hora a gente vai precisar acordar e buscar novos caminhos, buscar uma vida com mais propósito e menos reclamações. Porque, se olharmos as nossas lutas e lembrarmos que existe solução para tudo, iremos focar mais no propósito e menos em fantasias e ideologias.

Deixo bem claro que não estou me referindo à política, mas pensando que se faz necessária uma reflexão sobre as nossas escolhas diárias. Se nos perdemos em algum momento, em algum caminho, existe como parar e recomeçar.

Não é saudável que deixemos o desânimo nos tirar a esperança, porque cada dia está repleto de novas oportunidades e o novo só depende de nós.

Bora curtir a Copa. Bora ver os jogos da Seleção, juntar a família, amigos e viver momentos de partilha, de alegria e quem sabe de emoções positivas.

Bora! Se tudo está no momento seguinte, qual a razão de ficarmos estagnados deixando a vida acontecer por mero acaso?

Vai Brasil! Estamos torcendo por você. O resultado? Sei lá, nem arriscaria um palpite, mas vale viver esse momento e construir memórias.

Por Silvana Nardello Nasihgil. Ela é psicóloga clínica com formação em terapia de casal e familiar (CRP – 08/21393)

[email protected]

@silnasihgil

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