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Silvana Nardello Nasihgil

Foi um ano difícil?

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Ano chegando ao fim e se faz necessário uma paradinha, olharmos para vida, para tudo o que temos vivido e como temos conduzido os nossos dias.

Foi um ano difícil? Não existe um certificado que garanta dias de completa felicidade, porque os bons sentimentos vêm das boas atitudes, do reconhecimento de que é possível fazer melhor e diferente. Isso está dentro de nós, precisamos ter consciência dessa verdade.

O pior de tudo é quando olharmos para a nossa vida e descobrirmos que tudo se repetiu, que, mesmo diante da possibilidade de fazemos diferente, ficamos estacionados nos mesmos problemas, insistindo nas mesmas atitudes e sofrendo.

Como está difícil compreendermos que a vida pode ser mudada, que não tem nada que nos prenda, que tudo começa e depende de nós, do quanto somos capazes de compreender a vida como ela é.

Podemos fazer diferente. Sempre existirá um jeito de adequar espaços físicos, relações afetivas, trabalho, amizades, novos projetos, novos sonhos, desejos e tudo o que quisermos viver. O que não é aceitável é quando insistimos em viver as mesmas coisas todos os dias, sabendo que elas nos destroem, aceitando como verdade imutável e sofrendo, nos lamentamos e nos vitimizando por pura falta de atitude, de coragem.

Quando usamos o nossos infortúnios como “bicho de estimação”, esperando que tenham pena de nós, isso nunca irá acontecer. Gente chata, chorona, que só sabe cobrar e se lamentar, ninguém tem pena, tem raiva!

Pessoas com esse tipo de pensamento e falta de atitude não sofrem sozinhas; carregam consigo um turbilhão de coisas ruins envolvendo todos que estiverem ao seu alcance. Nesse processo sofrem os pares, os filhos, amigos, familiares, colegas de trabalho e todos que estiverem ao alcance. Gente assim desperta o pior e se torna referencial de gente chata que todos querem distância.

Diante dessas verdades, precisamos avaliar que tipo de comportamentos temos tido, como estamos conduzindo a vida e que tipo de pessoa estamos sendo para quem nos acompanha. Essa é uma reflexão necessária porque não temos o direito de fazer sofrer quem nada tem a ver com a nossa bagunça interior.

Ainda da tempo de mudar? Sim! o tempo é agora, quando ainda existe a possibilidade de convencer a ficar quem já está quase partindo, de poder mostrar aos outros que não somos só temporal, que podemos ser brisa suave que sopra e dá conforto, que sabemos ser escuta e colo, que somos capazes de nos doar e não só cobrar. Enfim, que somos alguém que está buscando ser melhor para si e para quem nos acompanha.

Por Silvana Nardello Nasihgil. Ela é psicóloga clínica com formação em terapia de casal e familiar (CRP – 08/21393)

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