A Escócia venceu, mas não convenceu. O Haiti perdeu, mas surpreendeu. A vitória escocesa por 1 a 0, na noite de sábado, em Boston, nos Estados Unidos, marcou a estreia dos próximos rivais do Brasil na Copa do Mundo e deu pistas do que a equipe do técnico Carlo Ancelotti poderá encontrar na busca por uma vaga no mata-mata.
O gol da Escócia foi marcado por John McGinn ainda no primeiro tempo. A seleção haitiana dominou as ações na etapa final, mas pecou na conclusão das jogadas.
O Brasil enfrenta o Haiti na próxima sexta-feira, dia 19, na Filadélfia, e depois encara a Escócia no dia 24, em Miami, no encerramento da fase de grupos.
Escócia vence, mas não convence
A Escócia conquistou os primeiros três pontos e assumiu a liderança do Grupo C, mas passou longe de convencer. Pelo contrário, teve dificuldades em propor o jogo e acabou levando pressão do Haiti em alguns momentos da segunda etapa.
Dono do meio-campo escocês, McTominay tentou fazer a bola circular, mas nada que permitisse ao time pressionar o Haiti por muito tempo. O gol saiu em boa jogada de Che Adams que, no rebote, McGinn completou contando com desvio na marcação.
A volta para o segundo tempo foi decepcionante. Em vantagem, a Escócia baixou as linhas, recuou e atraiu o Haiti para o seu campo de defesa, tentando apostar nas saídas de velocidade.
O problema para os escoceses é que o Haiti surpreendeu, mostrou qualidade na troca de passes e pressionou no ataque. Foram várias chances criadas, com os escoceses tendo muita dificuldade para sair jogando.
Sinais claros de que a estratégia contra a seleção brasileira deve ser parecida desde o minuto inicial: o time da Escócia se mostrou mais confortável sem a obrigação de pressionar a todo momento, fechando suas linhas e apostando no contra-ataque.
Nesse sentido, o Brasil vai precisar de uma dose extra de paciência e improviso no um contra um para conseguir passar pelas linhas. Atenção em McTominay e Che Adams pode aproximar a Seleção da vitória.
Haiti é melhor, mas esbarra em erros
Quem esperava encontrar um saco de pancadas no Haiti se surpreendeu. Apesar da derrota, a equipe fez jogo duro e terminou com mais chances criadas em Boston.
O Haiti começou a partida concentrando os ataques pelos lados do campo, indo ao fundo e recorrendo a cruzamentos. Houve bons momentos de pressão e intensidade antes da pausa para reidratação no primeiro tempo.
No geral, a equipe acabou sofrendo diante de uma insistência em bolas aéreas e uma alta zaga da Escócia: Hanley (1,88m) e Hendry (1,92m). A título de comparação com a seleção brasileira, Marquinhos tem 1,83m, enquanto Gabriel Magalhães mede 1,90m.
O Haiti pareceu se desencontrar mais quando teve que se defender de bolas longas. Foi em um desses lances que surgiu o gol da Escócia: Adams foi lançado pela direita, tabelou e chutou para defesa de Placide. McGinn entrou de frente, aproveitou a sobra e marcou o gol da Escócia. Pode ser um caminho para o Brasil encontrar a primeira vitória na Copa.
Houve dois lances de destaque do Haiti na primeira etapa: primeiro, quando Pierrot quase marcou, travado por Hanley; depois, em lance que Pierrot fez o pivô para Providence, mas Hickey conseguiu o corte. O ritmo aumentou no segundo tempo, com bastante volume de jogo, o problema é que o time esbarrou em cortes da zaga ou erros em tomadas de decisão.
Enquanto o artilheiro Duckens Nazon ainda tem que lidar com a falta de ritmo – resultado direto de um drama para fugir da guerra no Irã -, o nome que o Brasil precisa ficar de olho é Frantzdy Pierrot.
Com G1
Clique aqui e participe do nosso grupo de notícias no WhatsApp