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Prefeitura e Copel definem critérios para podas de árvores

Ademir Herrmann
Prefeito Moacir Froehlich, entre outras lideranças, promoveu reunião com o gerente local da Copel, Hélio José Dalgallo

Marechal Cândido Rondon sempre foi conhecida como uma cidade diferenciada quanto à arborização urbana. O verde predominante das árvores sempre chamou muita a atenção, principalmente dos visitantes. Além do visual bonito, as plantas trazem inúmeros benefícios, como sombreamento e purificação do ar, ou seja, cumprem papel importante em termos ambientais.

Porém, para muitos rondonenses, as árvores não são vistas com bons olhos. Diariamente, cerca de cinco pedidos chegam à Secretaria Municipal de Agricultura e Política Ambiental solicitando a poda ou retirada de árvores. Caso todos os pedidos fossem atendidos da forma como chegam, em breve, o município não contaria mais com muitas árvores.

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Preocupado com esta questão, o prefeito Moacir Froehlich reuniu ontem (25) a equipe da Secretaria de Agricultura e Política Ambiental, responsável pelas podas de árvores, bem como o gerente local da Copel, Hélio José Dalgallo, para ajustar os procedimentos de podas a fim de melhorar os serviços, sem prejudicar a arborização da cidade. A questão foi amplamente debatida, enfocando a necessidade de podas para preservar a rede elétrica, paralelo à necessidade de proteção das árvores.

Critérios da Copel

Na ocasião, Dalgallo explicou os critérios adotados pela Copel no que se refere à poda de árvores. “Em alguns pontos da cidade houve a necessidade da Copel realizar algumas podas mais drásticas, pelo fato das árvores contarem com galhos condenados que passam por cima da alta tensão. O objetivo é evitar acidentes. Agora estas podas drásticas foram suspensas, pois todos os casos foram sanados. Via de regra, a poda executada pela Copel é aquela poda em ‘v’, que conduz às árvores a desviarem da rede de alta tensão”, expôs.

O gerente local da Copel informa ainda que a companhia só realiza a poda em locais onde há rede de alta tensão, isentando-se dos casos adversos a estes. Dalgallo também menciona que os dados justificam a poda realizada pela Copel. Na área urbana do município, segundo ele, 90% dos casos de falta de energia eram originados por queda de galhos e árvores sobre a rede de alta tensão.

Nos últimos anos, a Copel vem numa evolução significativa, de acordo com dados apresentados pelo gerente da Copel. “Em 2009, cada cliente ficava em média mais de 12 vezes por ano sem energia e em média 14 horas por ano. Após as ações de poda realizada no município, a média caiu para seis vezes por ano e em média sete horas, ou seja, a metade do que era registrado antes”, pontua.

Ele menciona ainda que nos próximos anos, conforme acordado na reunião de ontem, na prefeitura, os trabalhos estarão concentrados na manutenção destas árvores, direcionando para que desviem da rede elétrica. O gerente também enaltece que a Copel está realizando investimentos na substituição dos cabos da rede elétrica, que hoje são nuas e serão de rede compacta, que dispensa a poda de árvores no futuro.

Critérios do Poder Público

O diretor da Secretaria de Agricultura e Política Ambiental, Urbano Mertz, enfatiza sobre a preocupação em relação às podas que estão sendo solicitadas e realizadas no município. “Muitas pessoas têm dificuldade em aceitar uma arborização urbana mais alta. Diariamente cerca de cinco pedidos chegam até a secretaria para realizar procedimentos de podas”, observa.

“A pressão por parte da população é bastante grande, porém, o critério adotado ela secretaria e acordado na reunião desta quarta-feira (ontem) é de que a poda só será feira onde realmente for constatada a necessidade, por envolver algum tipo de risco para as pessoas ou para as construções. Caso seja necessária a retirada da árvore, é obrigatório que outra seja plantada no local”, comenta.

Segundo ele, em alguns locais da cidade as árvores foram retiradas, sem autorização da prefeitura, e nenhuma outra foi plantada no local. A secretaria estará observando estes pontos e fará o plantio de outras plantas.

Cuidados

Mertz alerta ainda a população que nos locais públicos a poda só deve ser feita pela prefeitura, após avaliação feita por equipe especializada. Ele menciona que, além do risco de acidentes, em quase todas as vezes a poda é feita de maneira errada. “A população deve estar ciente que somente a prefeitura está autorizada a fazer a poda das árvores, mediante os devidos procedimentos para tal ação”, informa.

“Pedimos a compreensão da população e que valorizem mais as árvores da cidade. No verão elas são muito importantes, para amenizar o calor. Elas têm um valor e uma importância ambiental muito grande”, destaca o diretor. Ele lembra também que o período de poda é de julho a setembro, ou seja, no período mais frio do ano. Quando o clima começa a esquentar a poda não é recomendada, pois muitas vezes acaba matando a árvore.

Sobre as árvores mais indicadas para o plantio, o diretor ressalta que muitas pessoas, ao fazerem a substituição das árvores, não utilizam as espécies adequadas. “As árvores recomendadas são oiti branco, oiti verde, chapéu de couro, canelinha, além de outras que não alcançam grande porte. Todas estas mudas estão à disposição no Horto Municipal”, concluiu.

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