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Safra de cana renderá 10 a 15 mil litros de cachaça

Carina Ribeiro/OP
Colheita de cana teve início pra valer nesta semana e segue nos próximos dias

O aroma de álcool nos tonéis de inox perfuma o ano inteiro o barracão do alambique da família Pedron, moradora da linha Novo Rio do Sul, interior de Mercedes. Mas a colheita acontece agora. E pelo menos pelos próximos 60 a 90 dias o casal Loreno e Célia vai se dedicar intensamente ao processo de produção de cachaça.

A bebida reconhecida em âmbito internacional como tradicionalmente brasileira é hoje a principal fonte de renda dos Pedron. Até mesmo por diferir da tradição produtiva de grãos dos municípios da região, a propriedade é considerada um ponto turístico do interior mercedense, tendo recebido visitantes da Suíça, Alemanha, Portugal, Estados Unidos e várias regiões do Brasil, relata, com orgulho, o casal.

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Neste ano a perspectiva da família é de uma produção significativa de aguardente, que deve girar entre dez e 15 mil litros. O resultado deve ser comemorado pelos produtores, que atuam na atividade há cerca de sete anos e, no início, chegaram a enfrentar algumas dificuldades, até que o processo recebeu várias adaptações e também investimentos.

Diante da falta de mão de obra para retirar a produção do canavial, Loreno se viu obrigado a encontrar uma alternativa. Eram duas horas da madrugada quando a lâmpada da ideia se acendeu. Ele acordou a patroa para explanar sobre a criação de um equipamento a ser adaptado ao trator. Mal esperou amanhecer para ir à metalúrgica colocar seu projeto em prática. E criou sua única e exclusiva máquina de cortar cana-de-açúcar, ao menos naquele formato. Um sucesso para atender sua demanda.

Na lavoura de cana, que ocupa apenas um alqueire da propriedade de seis, está a fonte do entusiasmo do casal. “A partir da produção de cachaça a gente não fica rico, mas também não deixa de pagar as contas”, comenta Célia.

Ganho

Apesar do rendimento obtido com o produto artesanal, o maior ganho para ambos foi a vida mais tranquila e o serviço menos pesado. Antigamente Loreno e Célia tinham que capinar, tirar leite das vacas, dentre outras atribuições.

“Agora a gente trabalha bem menos do que antes. Em média são três a quatro meses de trabalho mais intenso na produção de cachaça e no resto do ano vendemos a produção”, afirma ela, lembrando que a pequena área de dois alqueires e meio de lavoura de mandioca e milho foi arrendada.

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