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Vereador vai à Câmara de Foz do Iguaçu montado a cavalo

Reprodução
O vereador Paulo Porto chegou a cavalo à sessão da Câmara

Um vereador de Foz do Iguaçu criou uma nova polêmica na cidade após chegar à Câmara Municipal, nesta quarta-feira (25), montado em um cavalo e vestido com um terno rosa. Segundo Paulo Rocha (PSB), a atitude foi uma homenagem aos agricultores e ao estilista e ex-deputado Clodovil Hernandes, já falecido.

Com esta atitude, o vereador volta a ser o centro de polêmicas na cidade por causa do vestuário. O parlamentar tem participado das últimas sessões usando cores fortes, bolinhas, bolas de futebol e até estampas de super-heróis, como o Homem Aranha, por exemplo. Incomodado com o “exagero”, o vereador Hermógenes de Oliveira (PMDB) disse que iria concluir um projeto que limita os tons da roupa usada no plenário. A proposta ainda não foi apresentada.

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“Eu fiz uma homenagem, hoje, para os colonos, para os agricultores de Foz do Iguaçu. Eu acho que essa gente merece. Nós estamos próximos do ano do centenário. Isso aqui é uma coisa que faz justiça com eles. E eu sou colono. Meu pai era colono. (…) E a minha roupa é em homenagem ao Clodovil, um dos deputados mais chiquérrimos que essa nação já viu”, justificou Paulo Rocha sobre o fato de ir à Camara montado em um cavalo.

Durante a sessão, o cavalo foi levado por um filho do parlamentar até uma praça que fica próximo do Legislativo, onde ficou até o fim da sessão. Chamado de “Lambari”, o animal foi criado pelo parlamentar desde pequeno.

Alguns vereadores criticaram a atitude de Rocha. “Eu acho que tem tanta coisa para a gente fazer na Câmara Municipal, tantas coisas importantes para o município e não ficar querendo chamar a atenção do meio de transporte. Venha de ônibus, venha de bicicleta”, desabafou o parlamentar Hermógenes de Oliveira (PMDB).

“Tornar o ambiente mais leve”
 Eleito com 3.691 votos, ele justifica que a opção pelos paletós tem a intenção de “tornar o ambiente mais leve”. “A gente trabalha em um ambiente carregado que exige usar uma coisa diferente para quebrar o gelo. Não existe nada que impeça”, comentou. O regimento interno exige apenas que os vereadores usem “traje de passeio”.

Os ternos são feitos por Agenor Miranda, alfaiate há 40 anos. Ele já foi vereador de Foz do Iguaçu por dois mandatos, entre 1988 e 1996. “Na minha época eu não usava nada assim tão chamativo, mas o que importa não é como os vereadores se vestem, mas a forma como trabalham”, defende. Além de chamar a atenção, a polêmica também garantiu novos clientes a Miranda, que cobra R$ 200 para produzir cada paletó. “Já está surgindo efeito sim.”

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