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Artista rondonense expõe obras no Museu Histórico Willy Barth

calendar_month 19 de agosto de 2018
2 min de leitura

O Museu Histórico Willy Barth, de Toledo, recebeu na semana passada a exposição do artista rondonense Ataides Kist, intitulada “Ecoescultura e ecopintura”, com a proposta de reflexão sobre a sustentabilidade ecológica. A exposição segue até 08 de outubro.

O artista trabalha com madeiras recolhidas de árvores que retornam à superfície na região inundada pelo Lago de Itaipu.

 

Florença

No ano passado, Kist apresentou a técnica da ecopintura na 11ª Bienal de Florença, na Itália, expondo suas obras. O artista, que é dono de uma galeria de artes em Marechal Cândido Rondon – a Galeria AK -, submeteu suas peças à disposição de um júri internacional, que avaliou e selecionou as obras e artistas para participar da bienal.

 

Arte da natureza

Conforme Kist já declarou à reportagem de O Presente, a ecopintura, para ele, é um movimento artístico que tem como base a  natureza. “É ela (a natureza) que fornece a beleza e a escultura, cabendo ao artista apenas moldá-la, prepará-la e colocá-la na condição de arte”, entende o artista, que ainda considera a natureza como uma obra perfeita e divina, de onde o artista busca subsídios e transforma em arte.

Por ser algo recente, a ecopintura ainda não é muito conhecida e apreciada como arte, porém, de acordo com Kist, a ideia por trás desse novo movimento artístico pode fazê-lo se sobressair diante das demais. “A arte possui vários movimentos artísticos e atualmente a ecopintura está dentro da proposta da arte contemporânea, ligada ao meio ambiente, principalmente porque associa a escultura à pintura”, explica Kist, que atualmente possuí um acervo com aproximadamente 400 peças já produzidas.

Além de todas essas obras, dentro da galeria de Kist está o Museu AK, que conta com peças que remontam ao tradicionalismo e à cultura dos primeiros colonizadores do município e da região Oeste.

Na visão do rondonense, a ecopintura é uma arte democrática, ou seja, qualquer um pode fazê-la, desde o mais jovem até o mais velho, lembrando sempre de preservar a essência e o valor do material que é extraído na natureza. “Nossa região é muito rica em matéria-prima, o que favorece o desenvolvimento dessa nova arte”, pontua.

 

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