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Paraná

Polícia investiga suposta relação entre morte de fiscal e denúncia de fraudes em postos

A Polícia Civil do Paraná investiga a possível relação entre o assassinato do fiscal de postos de combustíveis Fabrizzio Machado da Silva e a quadrilha que fraudava as bombas dos postos de combustível em Curitiba e região metropolitana. Fabrizzio era presidente da Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis (ABCF) e foi o responsável pela denúncia do esquema fraudulento que resultou na Operação Pane Seca. No sábado (25), nove postos de Curitiba e região foram fechados por determinação da Justiça por fazerem parte do esquema.

Fabrízzio foi morto na noite de quinta-feira (23) no momento em que chegava em casa, no Capão da Imbuia. Imagens de câmeras de segurança mostram que o fiscal foi vítima de uma emboscada. Já em frente ao portão de casa, um carro atingiu a traseira do Honda Civic que Fabrizzio dirigia. Ele desceu para verificar o que tinha ocorrido e, então, recebeu três tiros. As imagens também mostram um segundo carro no momento do crime, o que reforça a ideia de emboscada.

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Horas antes do assassinato, Fabrizzio havia se encontrado com uma equipe do programa Fantástico, que produzia uma reportagem investigativa sobre fraudes em combustíveis. A matéria deve ir ao ar na noite deste domingo (26).

Presidida por Fabrizzio, a Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis foi quem levou ao Ministério Público a denúncia sobre a fraude nas bombas de combustível que fazia o consumidor pagar por uma quantidade além do que realmente havia sido abastecida. Após a denúncia, o Departamento de Inteligência do Estado do Paraná (Diep) começou a investigar a atuação de duas quadrilhas em Curitiba e região metropolitana no esquema de fraude.

Operação antecipada

Segundo informação da própria Secretaria de Segurança, a Operação Pane Seca, que resultou no fechamento de nove postos em Curitiba e na região metropolitana, foi antecipada devido ao assassinato de Frabrizzio e a possibilidade de fuga de um dos chefes do esquema. No sábado (25), seis pessoas foram presas durante a operação e, até o fim da noite, outras seis seguiam foragidas.

Entre os foragidos está o empresário Onildo Cordova II, dono de quatro dos nove postos fechados. O empresário Genisson Rosa também não havia sido localizado pela polícia no sábado. Ele e o pai, Eugenio Rosa da Silva, são donos de uma conhecida churrascaria de Curitiba e de três postos de combustível na cidade.

Rosa da Silva foi preso no sábado no Aeroporto Afonso Pena logo após o desembarque. Ele e outros cinco presos foram levados para a Casa de Custódia de Piraquara (CPC). A prisão é temporária e tem duração de cinco dias.

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