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Vereadores Adelar, Neco e Nilson podem ter mandatos cassados em Marechal Rondon

Sessão desta segunda-feira (08) foi uma das mais tensas da história da Câmara (Foto: Joni Lang/OP)

 

A Câmara de Vereadores de Marechal Cândido Rondon viveu, na noite desta segunda-feira (08), uma das sessões mais tumultuadas da atual legislatura e uma das mais tensas de sua história.

Durante a sessão, que se estendeu por quase quatro horas, estiveram em pauta os pedidos de abertura de processos disciplinares contra quatro vereadores. Destes, três foram aprovados e um foi rejeitado.

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A partir de agora, Adelar Neumann, Nilson Hachmann e Dorivaldo Kist (Neco) passam a ser investigados pela Comissão de Ética e Decoro da Câmara e correm o risco de terem o mandato cassado.

Josoé Pedralli teve a representação rejeitada por 12 votos a 1.

Os investigados têm prazo para apresentar defesa e a Comissão de Ética e Decoro da Câmara vai apurar as denúncias e elaborar um relatório conclusivo que pode, inclusive, recomendar a cassação do mandato dos vereadores em questão.

Formam a Comissão de Ética os vereadores Josoé Pedralli (presidente), Vanderlei Sauer (vice-presidente) e Adriano Cottica (corregedor). Arion Nasihgil e Valdir Port são suplentes.

 

VOTAÇÃO
O processo contra Adelar foi aprovado por unanimidade.

No caso de Nilson foram 7 votos favoráveis e 6 contrários. Votaram contra: Cleiton Freitag (Gordinho do Suco), Neco, Nilson Hachmann, Pedro Rauber, Valdir Port e Vanderlei Sauer; e favorável: Adelar Neumann, Adriano Backes, Adriano Cottica, Arion Nasihgil, Claudio Köhler, Josoé Pedralli e Ronaldo Pohl.

No processo contra Neco foram 8 favoráveis e 5 contrários. Votaram a favor: Adelar, Backes, Cottica, Arion, Claudio, Gordinho, Pedralli e Pohl; e contra: Neco, Nilson, Pedro, Portinho e Sauer.

 

AS DENÚNCIAS
Adelar Neumann foi preso em fevereiro, em flagrante, acusado de receber “mensalinho” de um servidor comissionado de Marechal Cândido Rondon, que teria sido indicado ao cargo pelo próprio vereador. Adelar conseguiu um habeas corpus, há poucos dias, e responde o processo em liberdade, usando tornozeleira eletrônica.

Nilson foi denunciado pelo vereador Josoé Pedralli acusado de ter utilizado empresas jurídicas em nome de terceiros, mas que seriam de propriedade dele, para participar de processos licitatórios e fazer venda direta à prefeitura. Os casos ocorreriam desde 2009.

Neco foi denunciado acusado de cobrar parte do salário de uma funcionária da prefeitura indicada pelo parlamentar.

 

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