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Policial Canil inaugurado

BPFron pretende intensificar uso de cães na apreensão de drogas

Fotos: Joni Lang/OP
  • Ambiente adequado para alojamento dos cães à disposição do pelotão de operações (Foto: Joni Lang/OP)

  • Responsável pelo Pelotão de Operações com Cães, 1º tenente Luís Eduardo Beiger: “A partir de agora a tendência é de aumento na aplicação dos cães nas operações e outras missões deflagradas pelo BPFron, com melhora nos resultados em termos de apreensões” (Foto: Joni Lang/OP)

  • Estrutura contempla local para descanso e treinamento dos cães farejadores (Foto: Joni Lang/OP)

  • Policiais militares da corporação no momento da inauguração do Canil do BPFron (Foto: Joni Lang/OP)

  • Comandante do BPFron, tenente-coronel Saulo de Tarso Sanson Silva: “Os cães são estratégicos e vêm para oferecer outra frente de operação e entram com este recobrimento importante” (Foto: Joni Lang/OP)

 

O Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron) pretende intensificar a utilização de cães farejadores no desenvolvimento de ações policiais na área de abrangência da instituição, bem como em ações deflagradas em conjunto com outros órgãos com a finalidade de melhores resultados em termos de apreensões. A afirmação é do responsável pelo Pelotão de Operações com Cães, 1º tenente Luís Eduardo Beiger, durante entrevista após a inauguração do Canil do BPFron, ocorrida na última terça-feira (16), em Marechal Cândido Rondon. “A partir de agora a tendência é de aumento na aplicação dos cães nas operações e outras missões deflagradas pelo BPFron, pois há pessoal capacitado a realizar operações com cães e estrutura adequada para alojar e prepará-los. Isso contribui para ampliar as apreensões nas ações”, evidencia.

Ao O Presente, Beiger salienta que os oito cães do BPFron são treinados para farejar todos os tipos de drogas, desde maconha, cocaína, crack até haxixe, sendo que desta droga há apreensões consideráveis. “No ano de 2018 tivemos apreensões de todos os tipos de entorpecentes através da utilização dos cães farejadores, cujas operações são deflagradas em toda a área de atuação do BPFron. Basta o acionamento de qualquer equipe policial para que os cães sejam deslocados, o que também vale para ações de rotina, como patrulhamento em veículos para verificar se há alguma carga ilícita”, destaca.

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Beiger comenta que o Pelotão de Operações com Cães está formado por cinco cães que são revezados entre as equipes nos trabalhos de rua, patrulhamentos e instruções. “Portanto, a dinâmica de trabalho da equipe é elaborada semanalmente. Destes oito, nós possuímos um cão apto a indicar presença de cigarros, bem como na localização de armas de fogo no interior de veículos ou algum lugar próximo”, menciona.

 

AMBIENTE IDEAL

Segundo o 1º tenente, a construção de um ambiente adequado para os cães farejadores objetiva proporcionar melhores resultados nas ações policiais com estes animais. “Antes os cães ficavam nas casas dos policiais, mas era prejudicial porque mantinham contato com cães domésticos, o que gerava desgaste. Agora dentro do canil os cães descansam e quando se encontram na rua ou na área externa eles vão trabalhar, de modo que a cabeça dos cachorros passa a ser programada dessa maneira”, expõe.

O comandante do BPFron, tenente-coronel Saulo de Tarso Sanson Silva (Sanson), diz que a inauguração do canil significa a realização de um sonho. “Imagine que no cenário anterior, quando os cães permaneciam nas casas dos policiais, o treinamento era feito de maneira totalmente adaptada, pois não havia local próprio para isso. Agora é sonho realizado com a construção efetivamente entregue e os cães passam a contar com ambiente para pernoitar, abrigo condizente, local para suas refeições e espaço para treinamento. Trata-se de um local que facilita muito a logística e agilidade para treinamento e operações”, pontua Sanson.

 

PARTICIPAÇÃO

A construção do Canil do BPFron foi viabilizada por intermédio da participação de empresários e cidadãos de Marechal Rondon e cidades vizinhas, bem como da prefeitura rondonense, através da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana. “O trabalho inicial foi dado pelo então comandante major Giraldes Almeida, no ano de 2015, com a doação do Cão Guerreiro, primeiro semovente da subunidade, depois houve um passo de cada vez, até chegarmos nesta data com a construção do canil possibilitada a partir de patrocínio de inúmeros empresários, aos quais agradecemos”, salienta.

Sanson lembra que as primeiras operações com cães foram deflagradas pelo BPFron em 2016. “De lá para cá o desempenho melhorou e ampliamos a atuação, com recobrimento nas rodovias, em ônibus de turismo, de passeio, rodoviárias e carros de passeio. O resultado é muito positivo em relação ao uso dos cães. Se for feita uma abordagem e colocado o cão para farejar, se houver entorpecente será descoberto; o cão vai apontar de uma maneira ou de outra, ativa ou passivamente, onde está a droga. Os cães são estratégicos e vêm para oferecer outra frente de operação e entram com este recobrimento importante”, finaliza o comandante.

 

APREENSÕES COM CÃES EM 2018

Maconha 985 quilos

Haxixe 83 quilos

Armas 6

Munições 1.321

Pacotes de cigarros 308 mil

Pessoas presas 39

Veículos recuperados 6

 

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