Policial

Caso Tayná: Justiça manda prender dez policiais civis

A Justiça da Comarca de Colombo decretou a prisão de 14 pessoas, entre elas dez policiais civis (sendo um delegado), um soldado da Polícia Militar, um auxiliar de carceragem, um guarda municipal de Araucária e de um preso de confiança. Além disso, decretou o afastamento do cargo de seis policiais civis.

Eles são acusados de envolvimento nas denúncias de tortura aos quatro rapazes presos por suspeita de envolvimento na morte da adolescente Tayná Adriane da Silva no final de junho, em Colombo. Os pedidos de prisão foram protocolados na última segunda-feira pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Corregedoria da Polícia Civil do Paraná.

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Um dos 15 pedidos de prisão feitos foi indeferido pela Justiça. Ele refere-se a um dos policiais civis, que teve decretado o afastamento do cargo. Parte dos agentes que teve a prisão decretada atuavam na Delegacia do Alto Maracanã, e já estavam afastados desde a semana passada, cumprindo atividades adminstrativas. Uma nova equipe foi nomeada para aquela delegacia nesta semana.

Provita

Os quatro jovens vítimas de tortura na investigação no caso Tayná Adriane da Silva, 14 anos, foram incluídos no Programa Federal de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas. A OAB Paraná requereu na terça-feira (16) à Secretaria Nacional dos Direitos Humanos e à Polícia Federal a inclusão dos jovens vítimas no Programa Federal de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas.

Os acusados afirmaram em depoimento ao Ministério Público que confessaram o crime mediante tortura. Por terem prestado depoimento e oferecido material para análise eles foram soltos na última segunda-feira. Os quatro já estão sob proteção do programa federal, em local sigiloso.

O programa irá proteger a integridade física de Adriano Batista, 23 anos, Sérgio Amorin da Silva Filho, 22 anos, e Paulo Henrique Camargo Cunha, 25 anos, e Ezequiel Batista, 22 anos, irmão de Adriano.  Funcionários de um parque de diversões, próximo a local onde o corpo de Tayná Adriane da Silva, 14 anos, foram presos no dia 27 de junho.

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