Copagril
Policial

Idoso mata homem que matou seu filho em 2003

No final da tarde do dia 27 de abril de 2003, Guido Gall foi morto por Jos eacute; Rocha, 50 anos, numa briga de bar. Na manh atilde; de ontem (30), o pensionista Eldo Ermindo Gall, 74 anos, pai de Guido, matou Jos eacute;. O crime aconteceu na rua em frente agrave; Lot eacute;rica Boa Sorte, a D. Jo atilde;o VI, centro de Marechal C acirc;ndido Rondon.
Armado com um rev oacute;lver 32, o idoso teria dado dois tiros em Jos eacute;. Os proj eacute;teis atingiram a v iacute;tima no peito e pouco abaixo do olho direito. Jos eacute; teria morrido no local. A Pol iacute;cia Militar foi acionada. Uma equipe que estava pr oacute;xima ao local do crime prendeu o idoso quando ele caminhava pela Rua Santa Catarina. A arma do crime foi encontrada pela Pol iacute;cia Civil escondida, perto do local dos disparos.
Populares disseram que o primeiro tiro atingiu a v iacute;tima no peito e, ap oacute;s ela ca iacute;da, outro tiro teria sido dado no rosto de Jos eacute;.

Leg iacute;tima defesa
O idoso disse que matou em leg iacute;tima defesa. Eldo contou, em resumo, que havia ido at eacute; o Sicredi e agrave; lot eacute;rica. Ele estaria na lot eacute;rica quando percebeu a presen ccedil;a de Jos eacute;. A futura v iacute;tima estaria em companhia de um amigo, que havia ido at eacute; a lot eacute;rica fazer uma aposta. O amigo teria entrado na lot eacute;rica e Jos eacute; ficado do lado de fora, perto do seu Fusca. Eldo diz que assim que saiu da lot eacute;rica percebeu que Jos eacute; estava vindo atr aacute;s dele. O idoso foi ent atilde;o at eacute; seu Gol e pegou o rev oacute;lver, segundo ele com a inten ccedil; atilde;o de apenas mostrar a arma a Jos eacute;. Por eacute;m, Jos eacute; teria mexido em uma pochete. Neste momento, o idoso diz ter atirado. ldquo;Vou esperar at eacute; que ele me mata tamb eacute;m? rdquo;, questionou o idoso.
Eldo disse que a v iacute;tima passava lhe encarando, mas que apenas h aacute; cerca de 15 dias ficou sabendo de que Jos eacute; se tratava da pessoa que havia matado seu filho.
Segundo a pol iacute;cia, a pochete que estava com Jos eacute; foi retirada do local do crime por um conhecido da v iacute;tima. A pochete foi encontrada na casa do conhecido, mas nada de il iacute;cito foi achada em seu interior.

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Filho de Gall tamb eacute;m foi morto com tiro de 32 no olho
Coincid ecirc;ncia, ou n atilde;o, o filho de Eldo, Guido Gall, tamb eacute;m foi morto com um tiro no olho de rev oacute;lver 32. O crime aconteceu na Rua Cear aacute;, 1220, no Bar Senegaglia. De acordo com informa ccedil; otilde;es do processo, Jos eacute; bebia cerveja no bar quando Guido teria chegado ao local. Guido procurava sua moto, uma Honda 150CC, que havia sido furtada na noite anterior perto da rodovi aacute;ria. Conforme uma testemunha, em todos os lugares que passava agrave; procura do ve iacute;culo, Guido pedia quem tinha furtado sua moto. No Bar Senegaglia n atilde;o teria sido diferente. Ele teria feito a pergunta, dando a entender que Jos eacute; era o respons aacute;vel pelo furto.
Al eacute;m disso, Guido teria insultado Jos eacute;, dizendo que a pol iacute;cia deveria investig aacute;-lo por ser negro e n atilde;o ter trabalho. A situa ccedil; atilde;o se agravou, as partes teriam ingerido bebida alco oacute;lica, e Guido teria pegado uma cadeira e investido contra Jos eacute;. Esse teria ido para o lado do balc atilde;o. Quando Guido estaria para tentar dar um segundo golpe em Jos eacute;, este teria sacado o rev oacute;lver e atirado.
Jos eacute; disse que n atilde;o tinha inten ccedil; atilde;o de matar Guido. Ele fugiu do local de bicicleta e dois dias ap oacute;s o crime se apresentou agrave; Pol iacute;cia Civil. Na delegacia, ele disse que a arma havia vindo do Paraguai e que ela foi jogada, ap oacute;s o crime, perto da Panificadora Paladar. A arma n atilde;o foi encontrada pela pol iacute;cia.
O promotor Felipe Lamar atilde;o de Paula Soares, do Minist eacute;rio P uacute;blico local, pediu a absolvi ccedil; atilde;o sum aacute;ria do r eacute;u, por entender que houve leg iacute;tima defesa. A Justi ccedil;a ainda n atilde;o se manifestou sobre o pedido. Al eacute;m do homic iacute;dio, Jos eacute; respondia um termo circunstanciado na comarca local, por ldquo;fazer justi ccedil;a pelas pr oacute;prias m atilde;os rdquo;.

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