Policial

Justiça manda libertar delegado do Denarc preso em operação

A Justiça de São Paulo determinou a libertação do chefe do setor de inteligência do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), Clemente Castilhone Júnior. Ele havia sido preso na última segunda-feira (15), quando a Corregedoria fez uma operação em conjunto com o Ministério Público do Estado de São Paulo para cumprir 13 mandados contra policiais do departamento suspeitos de vazar informações para traficantes.

Os promotores pediram a libertação do delegado porque ele contribuiu com informações importantes na investigação. Também foi levado em conta o fato de ele ser suspeito apenas do vazamento de informações sigilosas e não de extorsão de dinheiro de traficantes.

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O advogado de Castilhone, João Batista Augusto Junior, afirmou na segunda-feira desconhecer os motivos que levaram à prisão temporária por 30 dias de seu cliente. Augusto Junior, entretanto, alegou que o delegado é inocente de qualquer acusação a ele atribuída.

Nove policiais foram presos na operação e outros quatro estão sendo procurados. Dois se entregaram após a Secretaria da Segurança Pública divulgar na terça-feira (16) imagens dos policiais que eram considerados foragidos. Também na terça, o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, disse que no prazo de 10 dias serão anunciadas mudanças no Denarc.

A afirmação foi feita após reunião com o governador Geraldo Alckmin (PSDB). “Tivemos essa reunião para discutirmos as diretrizes para uma reformulação do Denarc, inclusive quanto aos mecanismos de controle e outros meio que garantam melhores resultados. Elas (diretrizes) serão definidas e anunciadas dentro de 10 dias”, afirmou, sem dar detalhes sobre a mudança no departamento.

Mandados
A investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Campinas, obteve na Justiça 13 mandados de prisão contra policiais civis da cidade e da capital paulista suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas.

Entre as provas contra os suspeitos estão conversas telefônicas interceptadas com autorização da Justiça. De acordo com o Ministério Público, os policiais civis cobravam uma anuidade de R$ 300 mil dos traficantes da região de Campinas para não serem presos, além de uma mensalidade.

Os mandados de prisão foram expedidos pelo juiz da 6ª Vara Criminal de Campinas, José Guilherme Di Rienzo Marrey, contra delegados, investigadores, escrivães e carceireiros suspeitos de crimes como corrupção, extorsão, formação de quadrilha – como por exemplo associação para o tráfico de drogas. Participaram da operação cerca de 60 policiais civis.

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