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Política

Daremos uma atenção especial na saúde e agricultura, adianta Norberto Pinz

 

Maria Cristina Kunzler/OP

Prefeito eleito Norberto Pinz: Pelo menos nos primeiros 100 dias de governo, se for possível e a lei nos permitir, queremos trabalhar com apenas os cinco secretários

 

Primeiro prefeito reeleito de Nova Santa Rosa, Norberto Pinz (PMDB) entra para a história do município, no domingo (1º), quando será empossado para a terceira gestão à frente do Poder Executivo municipal.

Em entrevista ao Jornal O Presente, o futuro mandatário falou sobre as expectativas para o governo 2017/2020, enalteceu que saúde e agricultura serão dois setores que devem receber uma atenção especial da gestão peemedebista, e revelou que iniciará os trabalhos com equipe reduzida e apenas cinco secretários, sendo que todos os nomes devem ser oficializados no domingo. O único já definido para ocupar um cargo é o vice-prefeito eleito Noedi Max Hardt (PMDB), que retorna para comandar os trabalhos na Secretaria de Saúde, cuja função já desempenhou em gestão anterior de Pinz. Confira.

O Presente (OP): O senhor foi prefeito por duas vezes e está prestes a ser empossado para seu terceiro mandato. O que lhe motiva a ser novamente gestor público?

Norberto Pinz (NP): Há muitas coisas que ficaram abandonadas no nosso município, além de muitas ações que tramitam na Justiça. Isso tornou em mim a vontade em ser candidato novamente. Temos muitos descasos em Nova Santa Rosa. Não há mais nosso horto municipal, assim como a horta comunitária. O parque de exposições está abandonado; obras que tínhamos iniciado na antiga CNC, como a cobertura, estão abandonados. Então ele (prefeito Rodrigo Fernandes, PP) deixou a desejar em coisas importantes para nosso município, principalmente os nossos agricultores, que não ganham mais incentivos. O nosso anel viário está muito abandonado. Enfim, isso nos motivou a fazer o terceiro mandato e, graças a toda nossa equipe, vereadores e ao meu vice, que me ajudou muito, conseguimos a vitória com uma diferença de votos até maior do que esperávamos.

 

OP: Quais as primeiras ações que pretende implementar assim que for empossado?

NP: Estaremos com um quadro reduzido de secretários. Iniciaremos com cinco secretários. Vamos dar uma atenção especial na saúde. Além disso, o que mais nos ajudou na reta final (da campanha) foram nossos agricultores. As estradas do interior estão abandonadas e o atual prefeito não deu incentivo aos produtores rurais. Então é uma questão de retomarmos o projeto de ampliação e incentivo para que o pequeno agricultor fique na sua propriedade, possa produzir e se sentir bem, tendo acessos para escoar a produção dia e noite, chova ou não, diariamente.

 

OP: Muitos prefeitos têm opinado que 2017 promete ser um ano difícil, possivelmente com dificuldade em conquistar recursos junto aos governos estadual e federal. O senhor faz projeção semelhante?

NP: Acredito que será um ano difícil devido à crise de diversos países, do Brasil e do Paraná. No primeiro ano pode ser que tenhamos muitas dificuldades, mas fomos candidatos porque enfrentamos essas dificuldades. Um prefeito tem que ser bom nas crises também. Precisamos mostrar nossa competência nos momentos altos e baixos.

 

OP: O senhor mencionou que as áreas de saúde e agricultura devem receber uma atenção especial por parte do seu governo. Já existem projetos previstos para a futura gestão?

NP: Nos oito anos do meu governo anterior tivemos muitos incentivos principalmente aos suinocultores e avicultores. Agora queremos dar um foco especial no setor da piscicultura e da bacia leiteira, que talvez tenham deixado a desejar e agora devemos dar maior atenção nestas duas áreas hoje da parte de produção rural.

 

OP: O processo de transição se encerra nesta semana. Conforme os números apresentados pelo atual governo, o senhor já sabe como recebe a prefeitura e em quais condições?

NP: Ainda não. Não recebemos todos os dados ainda. Na quinta-feira (29) receberemos todos os contratos. Até o momento não temos conhecimento de nada sobre como está o caixa da prefeitura. Não tenho esse conhecimento ainda.

 

OP: Mas como o senhor espera receber a prefeitura?

NP: É uma surpresa. Espero que esteja em uma situação tranquila e boa. Os financiamentos que ele (prefeito) encaminhou no Sedu (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano) se deixar vamos executá-los imediatamente nos primeiros dias de janeiro, que envolve a obra tão importante que é do anel viário. Além de dar continuidade ao trabalho.

 

OP: O processo de transição está tranquilo?

NP: Por enquanto está tudo tranquilo. Há coisas que estão meio difíceis, mas vamos acreditar que no final será tudo tranquilo.

 

OP: O senhor comentou que assume o governo com cinco secretários. Os nomes já estão definidos?

NP: Os nomes ainda não estão definidos, com exceção do futuro secretário de Saúde. Falta definir os secretários de Finanças, de Educação, que já estamos conversando, assim como de Administração e Obras.

 

OP: Quem será o secretário de Saúde?

NP: O vice-prefeito Noedi Max Hardt.


OP: O senhor pretende definir o restante da equipe de governo até quando?

NP: No dia 1º de janeiro, durante a posse, vamos anunciar os cinco secretários.

 

OP: Está ocorrendo alguma dificuldade em compor o primeiro escalão?

NP: Não, de forma alguma. O processo está tranquilo. Só a alteração de um ou outro nome, mas está tudo se encaminhando bem. Está tudo certo.

 

OP: Hoje a prefeitura possui um número maior de secretários e não apenas cinco. O senhor pretende trabalhar com a equipe reduzida ou conforme for o andamento do governo ir nomeando novas pessoas?

NP: Pelo menos nos primeiros 100 dias de governo, se for possível e a lei nos permitir, queremos trabalhar com apenas os cinco secretários. Se a lei permitir trabalhar apenas com diretores nas outras áreas, que são importantes também, assim o faremos.

 

OP: Em relação à eleição da mesa diretiva da Câmara de Vereadores, o senhor pretende se envolver nestas discussões?

NP: Não, porque os vereadores são independentes. O nosso grupo elegeu cinco vereadores e teremos maioria na Câmara. Acho que eles possuem longa experiência, principalmente o Paulo (Wagner Netto, PMDB), que está no 4º mandato. Eles têm autonomia para definir quem deve ser o presidente. Para mim é indiferente porque os cinco são nossos parceiros.

 

OP: O senhor defende algum nome?

NP: Não.

 

OP: Atualmente o nome mais cotado para assumir a presidência é o do vereador Paulo Wagner Netto, até pela experiência e por ser do PMDB. O senhor apoia o nome dele?

NP: Nós elegemos quatro vereadores do PMDB e um do PSC, mas eles são independentes e vão escolher quem querem.

 

OP: O fato do senhor integrar um grupo que faz oposição ao Governo do Estado é um aspecto que lhe preocupa na busca por recursos?

NP: Acredito que não, porque é preciso ter bons projetos. Recentemente houve um evento do Governo do Paraná em Foz do Iguaçu e lá ficou bem claro que quem possui bom projeto em busca de recursos será atendido, isso em todo Estado. Fizemos parte do Paraná e nada melhor do que buscar parceria com o governo estadual e federal, com a Itaipu e todos os órgãos em que seja possível viabilizar a busca de recursos.

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