Política

Lideranças têm encontro decisivo hoje para o futuro da BR-163

Maria Cristina Kunzler/O Presente

O futuro da obra de duplicação da BR-163 entre Marechal Cândido Rondon e Toledo pode ser decidido nesta terça-feira (14) em reunião que acontece em Brasília, a partir das 17 horas. O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa, receberá a bancada federal do Paraná, deputados estaduais, prefeitos, vereadores e empresários da região que representam associações comerciais e a Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná (Caciopar).

Casa do Eletricista – RETOMA

Na semana passada, o superintendente no Paraná do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), órgão ligado ao Ministério, José da Silva Tiago, participou de um encontro na Associação Comercial de Cascavel (Acic) e alertou que se não fosse possível viabilizar mais recursos para a continuidade do projeto poderia haver a paralisação em quatro meses.

Tiago lembrou que o governo licitou a duplicação dos 38,9 quilômetros entre Marechal Rondon e Toledo e 74 quilômetros entre Cascavel e Marmelândia, no interior de Realeza. Juntos, os trechos somam 112,9 quilômetros com custo de R$ 885,5 milhões. Somente para o trecho entre as cidades rondonense e toledana são R$ 306 milhões.

Conforme ele, no ano passado a bancada federal do Paraná garantiu repasse de R$ 150 milhões às obras, mas para 2017, em vez de priorizar a duplicação, os parlamentares teriam destinado os recursos para a compra de implementos agrícolas repassados a prefeituras.

Em entrevista ao Jornal O Presente, o deputado federal Dilceu Sperafico contestou essa informação. Ele ressaltou que quem não deu atenção devida foi o governo federal, que teria destinado todo o recurso que havia sido viabilizado para a BR-163 para somente o trecho entre Cascavel e Marmelândia, e que, por isso, está em estágio mais avançado.

O parlamentar comenta que o correto teria sido dividir o investimento nos dois trechos. Vamos ter que agora reverter este quadro e conseguir ao menos uma parte para que a obra tenha continuidade até o fim do ano no trecho entre Rondon e Toledo. A bancada federal não é relapsa. A prova é que em nome da bancada pedimos que fosse marcada essa audiência com o ministro já no mês de fevereiro, expõe.

Sperafico ressalta que o sentimento é de otimismo com a reunião. Não tem motivo para não estarmos otimistas e ser feito um remanejamento no orçamento de algum recurso para que a obra não seja paralisada, salienta.

 

COBERTOR É CURTO…

Já o deputado federal Alfredo Kaefer revela que em um encontro informal com o ministro, recentemente, foi feita a cobrança pela continuidade das obras, sendo que Quintella teria respondido que deve ser liberado recurso para a duplicação. Por outro lado, o parlamentar admite que a União está sem recurso.

O cobertor é curto. Ou fica com os pés de fora ou com a cabeça. Então estão tapeando aqui um pouco, acolá, cobrindo para não parar de vez. Porém, o governo está sem dinheiro e tem um déficit programado de R$ 139 bilhões no ano, que deve amenizar com algumas receitas adicionais que devem entrar. O que o governo vai fazer? Na prática vai empurrar o pagamento para frente e jogar isso em restos a pagar para nominalmente no fluxo de caixa não ter que aumentar mais o rombo do orçamento. Na prática é isso que acontece. É como uma empresa: quando não tem caixa supre e faz um colchão de contas vencidas e vai sempre pagando um pouco lá de trás. É isso que vai acontecer, avalia.

Na opinião dele, o governo deve fazer um legítimo enrolation. O governo deve liberar um pouco de dinheiro para ir tapeando. Parar por completo não acredito que deve ocorrer, porque criaria uma imagem negativa, expõe.

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