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Política

Manifestantes hostilizam Osmar Serraglio e depredam carro de TV em Cascavel

Divulgação
Osmar Serraglio, ministro da Justiça

O ministro da Justiça, Osmar Serraglio, foi recebido com protestos e hostilizado na noite des sexta-feira (31) em Cascavel, Oeste do Paraná, onde proferiu palestra em um evento que debateu a influência da crise política na segurança pública.

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Manifestantes que faziam protestos contra a reforma da Previdência no centro da cidade souberam que o ministro estava no evento e se dirigiram, com um caminhão de som, para a frente do Teatro Municipal de Cascavel. Eles tentaram entrar no local, mas foram barrados pela Polícia Militar e seguranças.

Aos gritos de ministro golpista e ministro da carne podre, numa referência ao grampo telefônico que revelou conversa do ministro com o suposto líder de um esquema para liberar carnes estragadas em frigoríficos, os manifestantes pediam para falar com Serraglio.

Durante o protesto, um carro de reportagem da TV Tarobá foi depredado e dois manifestantes foram detidos.

Recado foi dado, diz sindicalista

O sindicalista Laerson Matias disse que a manifestação não teve como objetivo afrontar o ministro, nem os participantes do seminário. Estamos somente nos manifestando para que o ministro leve ao governo federal a nossa insatisfação, a nossa revolta com essa proposta indecente que vai acabar com a nossa aposentadoria, enfatizou.

Os manifestantes deixaram o local por volta das 20h30. De acordo com Matias, o recado foi dado. Os trabalhadores presentes neste ato estão dizendo que ele não é bem quisto nesta cidade por ele ser porta-voz do governo que quer acabar com a aposentadoria, declarou.

O ministro participava da conferência ACrise Política e seus Reflexos na Segurança Pública, promovido pela Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) de Cascavel.

Serraglio comenta Carne Fraca

Mais cedo, em um evento na prefeitura da cidade, Serraglio comentou sobre a gravação divulgada pela PF. O ministro disse que se referiu a Daniel Gonçalves Filhocomo grande chefe em referência ao cargo que o fiscal exercia como superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná, e não como se fosse subordinado ao suposto líder do esquema. É ridículo o que se vem repetindo na imprensa, afirmou.

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