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Política

“Nossa equipe está muito focada em fazer um grande governo, afirma Copatti

 

Michele Noro

Prefeito de Santa Helena, Airton Copatti: Sabemos que o desafio é grande, de muita responsabilidade, mas estamos empenhados para colocar em prática tudo aquilo que nos comprometemos durante a campanha

 

Muito foco, motivação e confiança na realização dos trabalhos. É desta forma que está trabalhando a equipe do novo governo de Santa Helena, que tem à frente o prefeito Airton Copatti (PMDB) e o vice-prefeito Evandro Grade (Zado) (PDT). A meta é proporcionar um atendimento de qualidade à população, buscando envolvê-la nas decisões das prioridades para o município. Queremos que a comunidade participe das definições daquilo que é prioritário para o primeiro ano de governo, para o segundo ano e assim por diante, destaca Copatti. Segundo ele, apesar de o processo de transição ter deixado a desejar e dificultado o início dos trabalhos na prefeitura, isso não vai deixar o grupo desmotivado. Toda a nossa equipe está bastante confiante e motivada em fazer um bom serviço, garante.

Em entrevista ao O Presente, o prefeito declarou ainda que um dos maiores compromissos da sua gestão é criar mais oportunidades de emprego em Santa Helena, além de promover melhorias na saúde e no setor agropecuário. Ele também falou sobre o revanchismo político no município, a expectativa quanto à relação com a Câmara de Vereadores e sobre a eleição do Conselho dos Lindeiros. Confira.

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O Presente (OP): Como estão sendo os trabalhos neste início de governo?

Airton Copatti (AC): Estamos inicialmente fazendo um trabalho de levantamento da atual situação do município, principalmente na questão de equipamentos e contratos. O antigo gestor ou prorrogou ou aditivou contratos, então é preciso analisar. Estamos fazendo essas análises para ter uma base da situação e também poder repassá-la à comunidade. Nestes primeiros 30 dias nós só estamos fazendo atendimentos à população. Estamos focando para que seja um atendimento de qualidade, mesmo que o paço municipal esteja fechado neste mês. A partir de fevereiro vamos concentrar os esforços no nosso planejamento, na nossa administração, embasados no plano de governo, o qual pretendemos começar a colocar em prática.

 

OP: O período de transição foi tranquilo?

AC: Ficou a desejar. Não tivemos acesso a documentos essenciais para que pudéssemos fazer esse levantamento que estamos tendo que realizar agora. Poderíamos ter feito em novembro e dezembro e adiantado esse serviço, mas, infelizmente, os documentos não foram repassados em sua totalidade, o que dificultou todo o processo. Por isso, agora, nestes 30 dias, a necessidade de focarmos principalmente no levantamento de situações como contratos, convênios e aditivos. Estamos fazendo análises com toda a equipe técnica e jurídica, buscando os dados que não recebemos em mãos no período de transição. Assim que concluído este trabalho, vamos apresentá-lo de forma transparente à população.

De uma forma geral, podemos dizer que, apesar de o período de transição ter deixado a desejar e ter dificultado o processo como um todo, isso não vai deixar a gente menos motivado. Toda a nossa equipe está bastante confiante e motivada em fazer um bom serviço. Teremos alguns eventos em 2017, ano em que o município completa 50 anos, e precisamos fazer um planejamento. Já tivemos várias reuniões sobre isso. Enfim, há muitos desafios pela frente e a partir de fevereiro vamos acelerar o passo neste sentido.

 

OP: Apesar deste levantamento de transição ainda não estar concluído, de uma forma geral, é possível dizer em que condições a prefeitura foi repassada ao novo governo?

AC: Financeiramente não temos os dados fechados. Daqui a alguns dias teremos este balanço. Quanto ao parque de máquinas, está bastante sucateado. Também encontramos muitas secretarias meio que abandonadas, com projetos abandonados. Se tivéssemos recebido em uma condição boa, era só dar continuidade e implantar os nossos projetos. Então, estamos tendo dificuldades neste sentido. Em algumas secretarias temos que começar do zero para dar início ao nosso trabalho. São dificuldades iniciais, mas que vamos superar, e mesmo com essas dificuldades, estamos durante este mês mantendo o foco no atendimento à população, que não pode ficar com um atendimento deficitário.

 

OP: O senhor encontrou dificuldade na hora de definir sua equipe de secretários?

AC: Discutimos com o nosso grupo de forma democrática. Conversamos com os partidos e com as pessoas que nos apoiaram desde o momento que fizemos a composição. Após as eleições fizemos um trabalho junto com os partidos buscando nomes que contemplassem tanto aspectos técnicos quanto políticos para montar uma equipe profissional, para fazer um grande governo. Fechamos o primeiro escalão, mas ainda estamos montando o segundo, terceiro escalão. Estamos fazendo isso com cautela.

 

OP: O senhor sempre trabalhou na iniciativa privada, sendo esta a primeira vez que assume uma função pública. O que muda neste cenário de público e privado? Já consegue perceber diferenças? Tem encontrado desafios neste sentido?

AC: Sou veterinário. Trabalho desde 1992 no município com veterinária. Sempre me envolvi nas questões políticas e sociais, mas esta foi a minha primeira vez como candidato e é a minha primeira vez num cargo público. Os desafios existem e precisam ser superados, mas acredito que a experiência profissional que a iniciativa privada me deu e o fato de eu também ter me preparado para assumir um cargo público me deixam confiante para realizar um bom trabalho.

Na prefeitura há uma grande equipe, as secretarias e tudo tem que funcionar muito bem, senão você não consegue os resultados desejados. O desafio maior é você colocar em prática tudo aquilo que planejou. A iniciativa privada depende de menos pessoas para que as coisas aconteçam e tudo ocorre de forma imediata, com agilidade. Já na gestão pública há trâmites legais e tudo é mais burocrático, por isso não se pode perder tempo. É preciso trabalhar muito em equipe e valorizar os servidores, porque são eles que conduzem os trabalhos no dia a dia. É preciso trabalhar integrado, e neste sentido o papel do gestor é muito importante. Ele tem que mobilizar e motivar para que as coisas aconteçam, para que os projetos saiam do papel. Então, esse paralelo entre a iniciativa privada e a gestão pública é interessante. A gente tem que alcançar os objetivos, mesmo sabendo que há todos os trâmites legais que podem atrasar o processo. Por isso não se pode perder tempo.

Nosso compromisso é administrar durante os quatro anos da mesma forma, buscando aplicar os recursos de modo que sejam distribuídos ao longo destes quatro anos. Vamos acompanhar as secretarias e dar todo o suporte aos secretários, os quais já têm um planejamento de trabalho e um conhecimento das metas deste governo. Nossa equipe está muito focada.

 

OP: Na sua opinião, qual é o setor que hoje carece de maior atenção em Santa Helena?

AC: Temos um potencial agropecuário muito forte, mas os agricultores precisam de muitos incentivos e fomento para que possam se fortalecer ainda mais. Um dos pontos de maior deficiência atualmente é a geração de emprego; há bastante desemprego. O setor de saúde também necessita de melhorias. Apesar de a gestão anterior ter gasto uma quantidade grande de recursos nessa área, a saúde do município tem uma série de situações a serem melhoradas, principalmente no que se refere às especialidades médicas. Hoje elas acontecem fora de Santa Helena e a população sofre com isso. Nossa intenção é de que em até 70% dos casos haja resolução no próprio município. Queremos proporcionar um atendimento de melhor qualidade e de maior comodidade aos munícipes. Também pretendemos melhorar a geração de empregos na área da saúde. Outro aspecto é a geração de empregos tanto na agropecuária quanto na indústria e comércio. Há muita deficiência na geração de oportunidade de trabalho em Santa Helena, mesmo com todos os recursos que o município tem. Isso é um dos nossos compromissos mais fortes e que temos que resolver. Vamos, ainda, desenvolver projetos visando fortalecer o comércio e a indústria para que, fortalecidos, eles possam melhorar o desenvolvimento e gerar mais emprego e renda. Consequentemente teremos uma melhora em todo o município.

 

OP: Inicialmente, quais são as prioridades do governo Copatti/Zado?

AC: Neste primeiro mês estamos focados em proporcionar à população um atendimento de qualidade, e a nossa equipe está se desdobrando neste sentido. A partir do segundo mês vamos concentrar nossos esforços na geração de emprego e nas melhorias da saúde e da agropecuária de um modo geral. Há muitos projetos a serem desenvolvidos, que trabalhamos com a população na elaboração do nosso plano de governo e que agora vamos trabalhar para colocá-los em prática.

 

OP: Santa Helena é um município onde a política é bastante acirrada. O senhor acredita que é possível fazer um governo que deixe de lado o revanchismo político?

AC: Vou trabalhar para que as questões políticas fiquem para trás. Neste momento temos que concentrar esforços no sentido de buscar uma união com todos. Todos são santa-helenenses e vamos administrar o município para todos. Vamos fazer a nossa parte. A população não pode sofrer por questões políticas. Portanto, da nossa parte teremos diálogo e respeito com a população.

 

OP: Durante o período eleitoral, o senhor e o Zado falaram muito em mudanças. Pregaram a proposta de um novo tempo para Santa Helena, uma Santa Helena para todos. Agora, eleitos e empossados, o que o cidadão do município pode esperar neste sentido?

AC: Vamos partir do teórico para o prático. Nós nos comprometemos, apresentamos propostas e agora vamos trabalhar para torná-las em ações. Queremos que a comunidade participe das definições daquilo que é prioritário para o primeiro ano de governo, para o segundo ano e assim por diante. Então a população pode esperar um trabalho da forma como nos comprometemos. Sabemos que o desafio é grande, de muita responsabilidade, mas estamos empenhados para colocar em prática tudo aquilo que propomos durante a campanha.

 

OP: O senhor acredita que o fato da oposição ter a maioria na Câmara de Vereadores, inclusive o presidente (Paulo Vasatta), pode atrapalhar o seu governo ou inviabilizar o andamento de projetos?

AC: Ter a maioria na Câmara facilita para um prefeito. Contudo, entendo, e acredito que os vereadores também entendem, que o município é o ponto principal. Penso que eles vão discutir e aprovar os bons projetos que forem enviados ao Legislativo. Acredito que não teremos dificuldades. Acredito no diálogo consistente e construtivo. De nossa parte vai haver diálogo permanente com a Câmara para que os nossos projetos consigam ser aprovados e nós, do Executivo, possamos colocar em prática aquilo que nos propomos.

 

OP: Há previsão de enviar algum projeto polêmico ao Poder Legislativo em breve?

AC: Inicialmente não. Estamos fazendo um planejamento com calma. Neste momento, nada de polêmico.

 

OP: O senhor manifestou intenção de lançar candidatura à presidência do Conselho de Desenvolvimento dos Municípios Lindeiros ao Lago de Itaipu, que tem eleição marcada para 31 de janeiro. Com a oficialização da candidatura da prefeita de Mercedes, Cleci Loffi, ainda mantém o desejo de se lançar candidato?

AC: Não tenho interesse em me candidatar neste momento porque estamos assumindo a gestão agora. Temos que focar nossos esforços na administração municipal. A princípio, vamos analisar quem está se colocando à disposição, no caso a prefeita Cleci, e conversar com todos os prefeitos para ver qual vai ser a definição.

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