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Política

Temer vai à casa de Cármen Lúcia para reunião sobre crise penitenciária

Carolina Antunes/PR

O presidente Michel Temer se reuniu na manhã deste sábado (07), por cerca de duas horas e meia, com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, para tratar da crise nos presídios, agravada com os assassinatos de presos em Roraima e Amazonas.

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O encontro, que ocorreu na casa da ministra, no Lago Sul, em Brasília, não estava registrado na agenda oficial de nenhum dos dois.

Temer deixou o Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência, por volta das 10 horas e seguiu para a reunião. Para não chamar a atenção, usou um carro prata, sem identificação, e não os tradicionais veículos oficiais pretos da Presidência da República. Ao sair, acenou para jornalistas, mas não deu declarações.

O presidente já havia conversado por telefone com Cármen Lúcia na sexta-feira (06). O encontro entre os dois estava previsto inicialmente para domingo (08), mas Temer solicitou que fosse antecipado diante da gravidade da situação.

A reportagem apurou que o presidente está preocupado com o efeito dominó das rebeliões em várias regiões do país.

Até agora, o Palácio do Planalto não conseguiu acertar o passo na estratégia de comunicação ao indicar que a segurança pública é, em primeiro lugar, uma questão a ser tratada pelos estados. Nos bastidores, até mesmo ministros admitem que o governo federal passou uma imagem de omissão logo na virada do ano.

Na tentativa de não levar a crise para o Planalto, Temer demorou a se posicionar sobre a matança no presídio de Manaus. Depois, falou em acidente pavoroso e a expressão ganhou mais destaque do que as medidas anunciadas, como a construção de cinco presídios federais, consideradas um factoide até por aliados.

Na quinta-feira (05), Cármen Lúcia esteve em Manaus (AM) e se reuniu com presidentes de Tribunais de Justiça da região para discutir os problemas do sistema carcerário.

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