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5 formas de malhar que não valem a pena

calendar_month 10 de março de 2015
3 min de leitura

Divulgação

Alguns aparelhos e exercícios fazem pouquíssimo efeito ou são mais arriscados do que úteis

A notícia é triste, mas, mesmo com a melhor das intenções, é possível que você esteja se exercitando com um aparelho ou modalidade que traz pouco ou nenhum resultado. Isso porque, assim como qualquer outra indústria, a de ginástica busca inovação para manter o público interessado. O problema é que às vezes a malhação da vez se mostra inócua ou até arriscada, depois de ter resultados analisados ao longo do tempo.

Depois de ouvir os treinadores de Curitiba Aurélio Alfieri Neto e Silvana Dias, da Privilege Team, o Viver Bem listou cinco exercícios e aparelhos que costumam ser utilizados em casa. Alguns são inúteis, outros precisam ser usados da forma correta para ter resultado o que nem sempre ocorre.

A primeira lição é ter cuidado com o exercício da moda. A outra é: sem o esforço necessário, é impossível alcançar resultados, mesmo que a propaganda do aparelho mostre praticantes com o corpo super-tonificado. Se, enquanto se exercita, você está respirando numa boa e suando pouco, o desgaste não é suficiente para queimar calorias. É preciso criar desafio para o corpo, diz Silvana.

1) Plataforma vibratória

O aparelho pode trazer mais riscos à saúde do que benefícios. Não existe regulamentação no Brasil para as plataformas, portanto não há controle sobre a qualidade delas, diz Alfieri Neto. Por causa disso, aparelhos muito baratos (e de menor qualidade) estão tomando espaço no mercado cada vez menos atrativo para marcas sérias.

Para Silvana, a lista de pessoas que não podem usar plataformas é grande: hipertensos, quem tem pinos ósseos ou implantes de lentes nos olhos, osteopatas e mulheres que usam DIU. A vibração é muito intensa, então tudo pode sair do lugar, diz. O aparelho até promove uma drenagem linfática, mas há muito mais contras do que prós.

2) Apoio para abdominal

Está cada vez mais em desuso, diz Alfieri Neto. O problema é que, apesar de corrigir a postura, o apoio é uma tentação muito forte para relaxar a musculatura que deveria ser trabalhada. Poucas academias hoje têm esses aparelhos.

3) Aparelhos elétricos ou vibratórios

Não custa lembrar: a Food and Drugs Administration (FDA, órgão americano que equivale à Anvisa brasileira) já lançou nota em que reafirma que aparelhos caseiros que dão choques elétricos e vibram para supostamente estimular a musculatura não funcionam. O tônus muscular aumenta apenas quando há movimento mecânico, diz Silvana. Esses aparelhos não funcionam, da mesma forma que a ginástica passiva.

4) Esteira (ou elíptico, bike ergométrica) de todos os dias

Ter um aparelho para se exercitar em casa com frequência é válido, desde que o exercício não seja sempre o mesmo. É preciso aumentar carga, tempo, elevação ou velocidade para conseguir ter resultados ao longo do tempo, afirma Silvana. Ou seja: se o exercício está fácil para você, é possível que esteja apenas afastando o sedentarismo, e não evoluindo o tônus muscular e a perda de calorias.

5) Mini-stepper

Usados sozinhos não têm resultados satisfatórios, lembra Silvana. Equivale ao mínimo para não ficar sedentário, diz. Outro porém é que, para promover essa minguada perda de calorias, o aparelho pede uma postura de equilíbrio que não é para todo mundo olho fixado na frente (não no chão), barriga contraída, joelhos semi-flexionados. Uso apenas em circuitos [modalidade em que há um rodízio rápido de exercícios] e muito pouco, afirma a personal trainer.

 
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