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Banco Mundial estima retração de 5% no PIB do Brasil em 2020

Retração do PIB

O Banco Mundial divulgou que estima uma retração de 5% no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2020. De acordo com o banco, o PIB da região da América Latina e Caribe deve encolher 4,6% neste ano e prevê ainda que uma crise mergulhará todos os países em recessão, exceto a Guiana, que crescerá, e a República Dominicana, que permanecerá estável. A crise provocada pelos efeitos da pandemia de Covid-19 será seguida por uma recuperação com crescimento de 2,6% em 2021. A crise generalizada atingirá países que tiveram um crescimento sólido nos anos anteriores, como o Panamá, que se contrairá 2%, e economias como o Uruguai, que no ano passado teve um crescimento ligeiramente acima de zero e que em 2020 terá uma queda de 2,7% no PIB.

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Maior volume

Em meio às preocupações mundiais frente ao coronavírus, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou pesquisa trimestral do abate de animais referentes a 2019. O Paraná abateu, no total, 1,452 milhão de bovinos, segundo melhor desempenho de toda a série histórica, atrás somente de 2010. Naquele ano foram abatidas 7,2 mil cabeças a mais, totalizando 1,459 milhão de animais. A produção de 2019 alcançou 356,06 mil toneladas de carne bovina, maior resultado anual já registrado. Apesar do número de animais abatidos ligeiramente menor em relação a 2010, o desempenho do ano passado, em termos de produção de carne, é fruto do incremento no peso médio de carcaças. O Estado alcançou, na média, 245 kg/cabeça, quase uma arroba a mais que a registrada em 2010.

 

Agroexportação

As exportações do agronegócio brasileiro de março não foram afetadas pela pandemia de Covid-19. As vendas externas no mês foram de US$ 9,29 bilhões, com expansão de 13,3% em relação a março do ano anterior (US$ 8,20 bilhões), crescimento em valores absolutos de US$ 1,09 bilhão. As exportações do agronegócio subiram em função do aumento da quantidade exportada (18,8%). Já o índice de preço dos produtos exportados caiu 4,7%, de acordo como Ministério da Agricultura. As importações do agronegócio alcançaram US$ 1,28 bilhão, em março deste ano (12,3%). Portanto, o saldo comercial da balança ficou em US$ 8 bilhões, com a participação do agro nas exportações totais brasileiras em 48,3%. Os três produtos responsáveis pelo incremento das exportações do agronegócio foram soja em grão (US$ 3,98 bilhões), açúcar (US$ 441 milhões) e carne bovina in natura (US$ 555 milhões).

 

Abertura do mercado

A agropecuária brasileira continua ganhando espaço no mercado internacional. O mês de março foi marcado pela abertura de novos mercados para os produtos nacionais e ampliação das vendas em outros locais. O Egito habilitou 42 plantas brasileiras para fornecimento de carnes – 27 de frango e 15 de bovina, além da renovação da habilitação de 95 empresas. A Indonésia acertou com o governo brasileiro uma cota extra de importação de 20 mil toneladas de carne bovina. O Kuwait abriu seu mercado para a carne bovina e o Brasil passará a exportar material genético de aves para Marrocos e Emirados Árabes. Na América do Sul, a Argentina aceitou as certificações sanitárias para importação de embriões bovinos, sêmen suíno e carne de rã. A Colômbia oficializou a compra de milho de pipoca.

 

Valor enfraquece

Os preços da soja se enfraqueceram nos últimos dias, mas seguem em patamares bastante elevados. O indicador da soja ESALQ/BM&FBovespa (Paranaguá) fechou a R$ 100,07/saca de 60 quilos na quinta-feira (09), queda de 1,13% na parcial de abril. Agentes consultados pelo Cepea indicam que as quantidades de soja das safras 2019/20 e 2021/21 já comercializadas são recordes, quando considerado esse mesmo período de temporadas anteriores. Como o produtor brasileiro se capitalizou logo no início desta safra, agora não mostra preocupações em negociar grandes lotes – até porque, com o dólar acima de R$ 5, as commodities brasileiras continuam atrativas aos importadores. Além disso, a China – principal importadora mundial da oleaginosa – deve seguir com a demanda aquecida. Com as atividades econômicas voltando ao normal no país asiático, o consumo de alimentos deve crescer.

 

Quarentena

O avanço dos casos de Covid-19 no Brasil e a consequente necessidade de isolamento por parte da população elevaram a demanda por ovos. Segundo dados do Cepea, neste começo de abril, os ovos são negociados em patamares recordes reais, considerando a série de preços do centro de pesquisas, iniciada em 2013 para esse produto – os valores foram deflacionados pelo IPCA de fevereiro. Além de o período de Quaresma já tradicionalmente aquecer a procura por ovos, a preocupação da população com uma possível falta de alimentos tem levado mercados atacadistas e varejistas a aumentarem seus pedidos de ovos. Em São Paulo, a caixa de 30 dúzias de ovos brancos tipo extra foi cotada a R$ 116,85 na quarta-feira (08). O produto vermelho foi negociado a R$ 137,85 por caixa. Essas médias diárias são 14% e 15%, respectivamente, superiores às verificadas há um mês e 33,1% e 33,3% acima das observadas no mesmo dia de 2019.

 

Metade da renda

Com menos de 30 dias de quarentena e em meio a um cenário em que a retomada do contato social ainda parece distante, mais da metade dos brasileiros já sente no bolso os efeitos da pandemia de Covid-19. Pesquisa do Instituto Locomotiva aponta que 51% das pessoas afirmam ter perdido renda e que já estão contingenciando seus gastos. Segundo a pesquisa, o impacto da crise é praticamente o mesmo entre homens e mulheres. Por faixa etária, contudo, afeta mais o bolso dos trabalhadores com 50 anos ou mais (52%), com Ensino Superior completo (48%) e que residem nos Estados do Sudeste (38%). A região concentra São Paulo e Rio de Janeiro, as duas Capitais com o maior número de infecções, segundo dados do Ministério da Saúde.

 

Mercado financeiro

Com a pandemia de Covid-19, o mercado financeiro tem piorado a estimativa para a queda da economia este ano. A previsão de recuo do PIB passou de 1,18% para 1,96%. Essa foi a nona redução consecutiva. A previsão para o crescimento do PIB em 2021 subiu de 2,50% para 2,70%. As previsões de expansão do PIB em 2022 e 2023 permanecem em 2,50%. As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central reduziram a previsão de inflação para 2020 pela quinta vez seguida. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 2,72% para 2,52%. Para 2021, a estimativa de inflação segue em 3,50%, assim como para 2022 e 2023.

 

Negando crédito

Seis em cada dez donos de pequenos negócios que já buscaram crédito no sistema financeiro desde o início da crise provocada pela Covid-19 tiveram o pedido negado, segundo levantamento do Sebrae. Os dados são da pesquisa realizada entre os dias 03 e 07 de abril com 6.080 empreendedores de todo o país. De acordo com o levantamento, além da dificuldade de acesso a crédito, as pequenas empresas enfrentam queda no faturamento. Cerca de 88% dos empresários consultados viram seu faturamento cair, 75% em média, e a estimativa é que as empresas consigam permanecer fechadas e ainda assim ter dinheiro para pagar as contas por mais 23 dias. A situação financeira das empresas já não era considerada boa mesmo antes da chegada da pandemia: 73% disseram que era razoável ou ruim. De acordo com a entidade, um dos maiores obstáculos no acesso dos pequenos negócios ao crédito é a exigência de garantias feita pelas instituições financeiras.

 

Smithfield hiberna

A Smithfield Foods, maior processadora de carne suína do mundo, está fechando temporariamente uma planta em Sioux Falls, na Dakota do Sul, depois de mais de 80 trabalhadores no local testarem positivo para Covid-19. O fechamento é a mais nova disrupção à cadeia de oferta de alimentos dos Estados Unidos causada pela pandemia, e ocorre depois de a demanda por carnes em supermercados ter aumentado no país, com consumidores se isolando em casa em busca de proteção contra o vírus. A empresa disse que “equipes essenciais” vão limpar o local durante o período e instalar barreiras físicas para ajudar a separar os funcionários. A planta tem um total de 3,7 mil funcionários e fornece quase 130 milhões de porções de alimentos por semana, disse a Smithfield, que pertence ao grupo chinês WH.

 

Redação ADI-PR Curitiba 

Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br.

 

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