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BNDES vai injetar R$ 55 bilhões na economia para contribuir com a contenção da pandemia

BNDES enfrenta coronavírus

O BNDES vai injetar R$ 55 bilhões na economia para contribuir com a contenção da pandemia do coronavírus. As medidas foram aprovadas pelo presidente do banco, Gustavo Montezano. Serão quatro medidas com duração de seis meses: R$ 20 bilhões virão da transferência de recursos do PIS-Pasep para o FGTS, R$ 19 bilhões da suspensão temporária de pagamentos de parcelas de financiamentos diretos para empresas, R$ 11 bilhões em standstill de financiamentos indiretos para empresas e R$ 5 bilhões com a ampliação do crédito para micro, pequenas e médias empresas por meio dos bancos parceiros.

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Queda de 90%

A indústria de hotelaria é um dos setores mais afetados pela pandemia do novo coronavírus. Segundo Patrick Mendes, CEO da Accor na América do Sul, uma rede multinacional de hotéis, o setor já calcula uma queda de 90% nos negócios. “A indústria do turismo, da hotelaria, está sendo muito impactada. Estamos falando de 90% de queda do volume de negócios, é brutal”, afirmou durante reunião, na última sexta-feira (20), de empresários com o presidente Jair Bolsonaro e ministros por meio de videoconferência. “Estamos com hotéis fechando todo o dia. Só hoje fecharam mais de 130 hotéis no Brasil. Na semana que vem vai ter mais ou menos 300 hotéis que vão fechar no Brasil”, acrescentou Mendes. Ele projetou que o setor, que gera mais de um milhão de empregos diretos no país, deve começar a demitir em breve.

 

OCDE prevê anos

O mundo vai levar anos para se recuperar do impacto da pandemia do novo coronavírus, avaliou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, ou clube dos países ricos). Angel Gurría, secretário-geral da entidade, afirmou em entrevista à BBC que o choque econômico já é maior do que a crise financeira de 2008 ou a de 2001, após os ataques de 11 de setembro daquele ano. Um crescimento global previsto para este ano de 1,5%, disse, já soa otimista demais. Gurría prevê que quase todas as grandes economias do mundo entrarão, nos próximos meses, em recessão, ou seja, sofrerão declínio econômico por ao menos dois trimestres consecutivos.

 

Paraná Banco

O Paraná Banco protocolou na Comissão de Valores Mobiliários pedido de interrupção de prazo de análise da sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) “em razão das atuais condições de mercado resultantes da pandemia de Covid-19”. O pedido de interrupção é pelo prazo de até 180 dias, conforme novo limite máximo autorizado. “A companhia manterá o mercado atualizado a respeito dos desenvolvimentos relacionados à oferta, sua eventual retomada ou seu cancelamento”, diz o Paraná Banco.

 

Crescimento do PIB

A crise econômica provocada pela pandemia de coronavírus fez o governo reduzir para 0,02% a previsão de crescimento do PIB em 2020. A nova estimativa é do Ministério da Economia. Na semana passada, a equipe econômica revisou para baixo a estimativa de crescimento, de 2,4% para 2,1%. Na ocasião, a Secretaria de Política Econômica anunciou que o coronavírus teria impacto de até 0,5 ponto percentual no PIB. As novas projeções apontam que o efeito foi bem maior e que a pandemia praticamente eliminará todo o crescimento econômico originalmente previsto.

 

Inflação menor

O governo também reduziu, de 3,12% para 3,05%, a previsão de inflação oficial medida pelo IPCA. Por causa da queda de demanda global e da guerra comercial entre Arábia Saudita e Rússia em torno do preço internacional do petróleo, a equipe econômica diminuiu, de US$ 52,70 para US$ 41,87, a cotação média do barril do tipo Brent, o que reduzirá o pagamento de royalties à União. Em relação ao câmbio, o relatório aumentou, de R$ 4,20 para R$ 4,35, a previsão oficial do valor do dólar no fim do ano. Hoje, o dólar comercial está sendo vendido a R$ 4,99. A queda na atividade econômica e a redução dos juros pelos principais Bancos Centrais do mundo fizeram o Ministério da Economia diminuir, de 4,15% para 3,65% ao ano, a previsão da taxa Selic (juros básicos da economia) no fim de 2020.

 

Seguros crescem

A arrecadação do setor de seguros brasileiro somou R$ 23,6 bilhões em janeiro deste ano, alta de 17,6% em comparação a igual mês do ano passado. Nos 12 meses encerrados em janeiro o aumento da receita atingiu 12,6%, com o recorde de R$ 273,7 bilhões. Os resultados não incluem receitas da saúde suplementar e do seguro Dpvat. Em janeiro de 2019, em comparação ao mesmo mês do ano anterior, o crescimento da receita do setor segurador foi de 12,2%. O presidente da Confederação Nacional das Seguradoras, Marcio Coriolano, disse que a maior contribuição para o crescimento da arrecadação em janeiro foi do seguro Vida Risco (alta de 23,21%) e os previdenciários Plano Gerador de Benefício Livre e Vida Gerador de Benefício Livre, com aumentos de 12,16% e 33,90%, respectivamente.

 

Venda na internet

Em meio à pandemia do coronavírus, os brasileiros reforçaram suas compras de medicamentos, alimentos e itens de higiene e limpeza pela internet. É o que mostra relatório da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, em parceria com o Movimento Compre & Confie. Desde o dia 24 de fevereiro até o último dia 18 (uma semana após a Organização Mundial da Saúde declarar a Covid-19 uma pandemia), o relatório aponta um aumento de 111% nas compras on-line da categoria saúde (que inclui medicamentos e itens de farmácia), alta de 83% em beleza e perfumaria (que engloba itens de higiene pessoal) e avanço de 80% nas compras de supermercados (que envolvem alimentos, bebidas, higiene e limpeza). Isso tudo em comparação a um período semelhante de 2019 – de 25 de fevereiro a 20 de março. Em ambos os casos, são 24 dias, 15 dos quais úteis, já descontando o Carnaval.

 

China injeta US$ 7,36 bilhões

Até o fim de janeiro, as instituições financeiras da China de todos os níveis concederam 52,14 bilhões de yuans (US$ 7,36 bilhões) em empréstimos subsidiados aos suinocultores para ajudá-los a lidar com as tensões de capital, disse Jiang Dayu, um funcionário do ministério, em uma coletiva de imprensa. Desde o ano passado, o país implementou uma série de políticas para lidar com a peste suína africana, que estão revertendo a tendência de declínio da produção de porcos e salvaguardando a ampla oferta, declarou Jiang. Em 2019, as despesas adicionais para subsidiar o seguro para suínos totalizaram 2 bilhões de yuans, com 412 milhões de suínos assegurados, expõe ele, observando que o país compensou 7,9 milhões de agricultores com 14,4 bilhões de yuans no ano passado.

 

Porcos na Polônia

Uma grande fazenda de porcos na Polônia, perto da fronteira Leste da Alemanha, sofreu um surto de febre suína africana (ASF). As autoridades polonesas confirmaram o surto em uma fazenda com 20 mil animais na província de Lubuskie, de acordo com a revista Farmer. Este é o primeiro surto de ASF registrado este ano na Polônia e as notícias provocaram pânico entre os criadores de porcos da região, que temem que os animais comprados recentemente na fazenda infectada possam ter o vírus. A fazenda tinha padrões muito altos de biossegurança, segundo fontes da região. No entanto, isso levanta a questão de quanto tempo o vírus levará para se espalhar para outros países europeus como Alemanha, Dinamarca ou Holanda. No final de 2019, a Alemanha declarou estado de alerta devido a surtos de ASF em javalis relatados na Polônia, perto da fronteira alemã. Foram construídas cercas que impedem o movimento de animais selvagens para a Alemanha. Neste momento, 14 países da Europa são afetados pela doença.

 

Redação ADI-PR Curitiba 

Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br.

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