Paraná Produtivo - ADI-PR

China habilita 11 plantas para exportação de pescado brasileiro, entre elas duas paranaenses

Ásia abre as portas

Com quase 90% do setor agrícola retomado, 400% de aumento nas vendas on-line e 200% a mais nas vendas de alimentos congelados e processados, a China vai, aos poucos, conseguindo se estabelecer diante da pandemia. No início de abril, o país habilitou 11 plantas de nove Estados para a exportação de pescado brasileiro, entre elas as paranaenses C.Vale e Copacol. Entre as espécies a serem exportadas está a tilápia, que se tornou destaque nas negociações nacionais e internacionais. Outra notícia veio da Coreia do Sul, que em negociação incentivada pela Associação Nacional da Cadeia Produtiva do Camarão junto à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil foi concretizada habilitando três plantas para a exportação dos camarões. Ainda são aguardadas respostas da China, Malásia e Reino Unido. Em 2019, segundo o Anuário Peixe BR, a produção de pescado avançou 4,9%, chegando a 758 mil toneladas. Já a exportação gerou US$ 275 milhões.

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Suínos e frangos

O custo de produção de frangos de corte subiu 6,82% no acumulado do ano até março, influenciado principalmente pela alta de 6,74% no custo de nutrição. Apenas no mês de março o ICPFrango teve alta de 4,17% em relação a fevereiro, quando o custo de nutrição subiu 4,86%. “Com isso, o custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná passou dos R$ 3,07 em fevereiro para R$ 3,19 em março”, disse a Cias/Embrapa em nota. O custo de produção de suínos teve alta de 6,34% no ano, sendo que o custo de nutrição subiu 6,07% no período. Em março, o ICPSuíno subiu 2,96% para o maior valor nominal registrado desde sua criação. O custo do quilo de suíno produzido em sistema de ciclo completo em Santa Catarina fechou março em R$ 4,44, igualando-se ao maior valor já registrado para o índice, em junho de 2016. O ICPSuíno vem subindo desde outubro do ano passado.

(Foto: Divulgação)

 

Exportação de soja

Os embarques brasileiros de soja em grão em 2020 deverão superar as expectativas de fevereiro. Segundo a consultoria Safras & Mercado, a forte procura por parte da China, principalmente no primeiro semestre, deverá garantir o bom ritmo das exportações nacionais. As exportações de soja do Brasil deverão totalizar 73 milhões de toneladas em 2020. No quadro de fevereiro, a estimativa para este ano era de vender ao exterior pelo menos 70 milhões de toneladas. Mesmo assim, os embarques não deverão superar as exportações do ano passado (74 milhões de toneladas) devido à tendência de um forte deslocamento da demanda chinesa para os portos americanos no segundo semestre, com o objetivo de atender ao acordo comercial fechado no final do ano passado entre chineses e norte-americanos.

 

Índice de preços

O índice de preços globais de alimentos da Organização das Nações Unidas pela Agricultura e Alimentação atingiu 172,2 pontos em março, 7,8 pontos (4,3%) menos que em fevereiro. Foi a segunda queda mensal consecutiva. Em relação a março de 2019, porém, o resultado ainda representou uma alta de 4,6 pontos (2,7%). Segundo a FAO, boa parte do declínio ante fevereiro foi motivado por contrações de demanda derivadas da pandemia de coronavírus. “Embora a mais recente queda nos preços tenha sido mais acentuada para óleos vegetais e açúcar, os outros subíndices também registraram valores mais baixos em março”, diz relatório divulgado pelo órgão. Conforme a FAO, a baixa foi puxada pelo óleo de palma, mas os óleos de soja e de canola também recuaram. O indicador de preços do açúcar atingiu uma média de 169,6 pontos em março, com queda de 40,1 pontos (19,1%) em relação a fevereiro.

 

Mercado financeiro

Os analistas do mercado financeiro baixaram, pela décima semana seguida, a previsão para o PIB neste ano e revisaram para baixo sua estimativa para a inflação, que ficou abaixo do piso do sistema de metas, de 2,5%. Também passaram a prever um novo corte no juro básico em meados de junho. Para os analistas, a Selic deve chegar ao fim de 2020 em 3% ao ano. Atualmente, a taxa está em 3,75% ao ano. As projeções fazem parte do boletim de mercado, conhecido como relatório “Focus”, divulgado ontem (20) pelo Banco Central. Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras. Para o PIB de 2020, a nova previsão dos economistas consultados é de queda de 2,96%. No relatório anterior, que foi produzido com base em consultas feitas na semana retrasada, a expectativa dos analistas era de queda de 1,96%.

 

Colheita de milho

A colheita da safra de verão 2019/20 no Brasil de milho atingia 76,6% da área estimada de 4,119 milhões de hectares até a última sexta-feira (17), segundo levantamento de Safras & Mercado. Os trabalhos estão completos em 93,1% da área no Rio Grande do Sul, atingindo também 94% em Santa Catarina, 93,4% no Paraná, 86% da área em São Paulo, 85% em Mato Grosso do Sul, 39,8% em Goiás/Distrito Federal, 41% em Minas Gerais e 90,2% em Mato Grosso. No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 72,9% da área estimada de 4,057 milhões de hectares. A média de colheita nos últimos cinco anos para o período é de 77,5%.

 

Trimestre de queda

A produção de carne de porco da China recuou pelo sexto trimestre consecutivo, à medida que o país, maior produtor global da proteína, continua a sofrer impactos da peste suína africana, que dizimou as criações do animal. Uma forte queda de 29% no primeiro trimestre de 2020 ressalta a extensão dos impactos causados pela doença e a difícil tarefa que o setor enfrenta na tentativa de se recuperar após a peste matar milhões de animais no país desde agosto de 2018. A doença fez com que a produção de carne suína da China atingisse uma mínima de 16 anos em 2019, a 42,6 milhões de toneladas, enquanto alguns especialistas estimam que o rebanho de porcos do país tenha encolhido em 60% no ano passado, depois de a doença se espalhar. Neste ano, restrições para conter a pandemia do novo coronavírus prejudicaram ainda mais os esforços para a retomada da produção. A produção de carne suína da China recuou para 10,38 milhões de toneladas nos três primeiros meses de 2020.

 

Fomento Paraná

A Fomento Paraná recebeu 21,7 mil pedidos de crédito em 20 dias desde o lançamento, pelo governador Ratinho Junior, do pacote de medidas econômicas para preservar salários, empregos e manter a atividade econômica no Estado. O volume é quase quatro vezes maior do que os 5.640 contratos firmados pela agência financeira em todo o ano passado, com empreendedores informais ou de micro, pequeno e médio porte. A Fomento precisou redesenhar e desenvolver novas plataformas de concessão de crédito, baseadas em novos parâmetros, dentro das novas condições de taxas de juros, prazos, garantias e em um modelo quase completamente digital e diferente do atendimento presencial tradicional.

 

Estiagem afeta lavouras

A falta de chuvas que assola praticamente todas as regiões do Paraná chegou a níveis preocupantes. A Simepar aponta que a ocorrência de índices pluviométricos abaixo das médias históricas já se arrasta por dez meses – de junho de 2019 a março de 2020 -, na região das nove maiores cidades. Esta á a pior estiagem já registrada desde 1997, quando o instituto começou a fazer este tipo de monitoramento. A seca prolongada já provocou impactos na lavoura de milho safrinha em algumas regiões. Em regiões como oeste e norte, o plantio do milho safrinha foi feito um pouco mais tardiamente em relação ao período histórico. Segundo o Simepar, a redução média de precipitação nos últimos dez meses foi de 33%.

 

Funcafé

O Conselho Nacional do Café informou que trabalha junto ao governo para conseguir a liberação antecipada de R$ 5,71 bilhões do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para a safra 2020/2021. O objetivo é que os recursos tragam mais segurança aos cafeicultores e suas cooperativas para atravessarem o período de incertezas por conta da Covid-19. Dos R$ 5,71 bilhões que o Funcafé tem disponíveis para a safra 2020, R$ 1,6 bilhão é destinado à linha de financiamento de custeio, R$ 2,3 bilhões para estocagem, R$ 1,15 bilhão para aquisição de café (FAC), R$ 650 milhões para capital de giro e R$ 10 milhões para recuperação de cafezais danificados.

 

Redação ADI-PR Curitiba 

Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br.

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