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Editorial

A economia sofre, as pessoas sofrem

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Se há uma certeza econômica em relação à pandemia é que os mais ricos ficaram mais ricos e os mais pobres ficaram mais pobres. A Covid-19 aumentou ainda mais a desigualdade social ao redor do planeta. Em todos os lados, grandes grupos de investidores e bilionários ficaram mais ricos, especialmente aqueles ligados aos setores energético, alimentício e farmacêutico. Para se ter uma ideia da desigualdade que permeia a humanidade, as dez pessoas mais ricas do mundo detêm cerca de 40% de toda a riqueza do planeta.

Esse e outros dados embasaram o documento que foi divulgado às vésperas da abertura do Fórum Econômico Mundial, que começou no domingo (22), na cidade de Davos, na Suíça. O evento reúne líderes de países, poderosos do dinheiro e representantes do setor privado, que debatem a situação atual da economia global e as melhores maneiras de enfrentar esses desafios impostos pela pandemia e, mais recentemente, pela guerra da Rússia na Ucrânia.

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Entre os assuntos, certamente a inflação que está mexendo com a economia de praticamente o mundo todo deve ter destaque nas discussões. Fórmulas, formas e mecanismos para reduzir essa inflação no mundo globalizado são esperadas para o evento.

O Fórum Econômico Mundial conta com cerca de mil das maiores empresas do mundo entre os seus membros. O objetivo é “envolver os principais líderes políticos, empresariais, culturais e outros da sociedade para moldar as agendas globais, regionais e da indústria”. Oficialmente o Brasil é representado pelos ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Saúde, Marcelo Queiroga, além do presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES), Gustavo Montezano.

Portanto, o Fórum é também uma oportunidade de atrair investimentos ao Brasil. Aliás, os olhos de investidores devem estar voltados com muito carinho ao Brasil, que tem a Covid-19 sob controle, pois ampla parte de nossa população está imunizada, e está longe dos conflitos que atormentam a Europa e se espalham por outros cantos, como nos Estados Unidos, líder da Otan e uma das principais figuras da guerra exceto seus protagonistas. Ninguém quer investir onde há muitos riscos. Nesse caso, e nesse cenário, aos olhos dos investidores, o Brasil parece ser um porto seguro.

A sustentabilidade social, econômica e ambiental dos negócios deve ser a tônica de boa parte das discussões. Os participantes devem oferecer soluções para produzir, mas, ao mesmo tempo, reduzir as emissões de gases do efeito estufa, trocar as fontes de energia atuais, como carvão e petróleo, por energias renováveis, recuperar rios e florestas, entre outras situações que vão, cada vez mais, fazer parte da vida das corporações e dos governos de todos os países do mundo.

No entanto, a recuperação econômica após os efeitos da Covid-19 e as consequências da guerra na Ucrânia são os principais temas do evento. Que venham boas soluções para o Brasil, que saiam boas soluções para o mundo. A economia sofre, as pessoas sofrem.

 

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