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Editorial

É preciso reagir ao novo cangaço

calendar_month 19 de abril de 2022
3 min de leitura

Os crimes praticados pelo chamado novo cangaço, que aterroriza cidades de pequeno e médio porte em todo o Brasil, em assaltos cinematográficos a agências bancárias e companhias de transportes de valores, se tornaram cada vez mais comuns no Brasil nos últimos anos.
A ideia é simples: bandidos fortemente armados sitiam essas cidades, causam terror com tiros e bombas, roubam seus alvos e fogem, na maioria das vezes, sem dar chance de reação às forças policiais.
Na noite de domingo (17) e início da madrugada de ontem (18), mais de 30 criminosos, municiados com armas de grosso calibre, tentaram assaltar uma empresa de transporte de valores em Guarapuava. Dois policiais e um morador ficaram feridos, mas o resultado poderia ser ainda pior. Eles não conseguiram roubar nada, também foram feridos durante confronto com policiais e estão sendo procurados em toda a região.
Não levaram nada, mas deixam um alerta importante: é preciso coibir esse tipo de crime com mais rigor. Isso não pode apenas ser considerado um assalto, um roubo ou tentativa de homicídio. Essas quadrilhas, altamente organizadas, com forte poder bélico, precisam ser desmanteladas. Esses marginais, quando dispostos a praticar tais crimes, vão passar por cima de tudo e de todos que tentarem os impedir. Sem dó, nem piedade.
Ontem mesmo, ao tomar conhecimento dos fatos, o ministro da Justiça, Anderson Torres, disse que não se pode admitir que pessoas cheguem em um município, incendeiem a cidade, taquem fogo em bancos e na polícia. “Isso, na nossa opinião, é um tipo de terrorismo”, disse ele, que ressaltou que é preciso revidar à altura e que o Estado não pode permitir esse tipo de coisa.
E Torres, a priori, tem razão. Esse tipo de crime com armas sofisticadas, carros blindados, explosivos e dezenas de criminosos fazendo cordões humanos e incendiando quarteis da polícia precisa ser coibido com o máximo rigor da lei. Ou melhor, é preciso tipificar esse tipo de crime, criar uma legislação específica para essas situações, com penas mais severas e que de fato sejam cumpridas.
Os alvos são geralmente pequenas cidades, que possuem uma ou duas agências bancárias, mas cidades maiores também já vêm sofrendo, como Guarapuava e, há pouco tempo, Criciúma (SC).
Alguns anos atrás esse tipo de crime também era praticado com certa frequência na região de Marechal Cândido Rondon, mas, até por estratégia dos bandidos, acabaram migrando para outras partes do Estado, do país. Não quer dizer, no entanto, que por aqui não possa voltar a acontecer.
O novo cangaço é extremamente organizado, tem dinheiro para planejar, organizar e executar esses ataques, causam verdadeiros círculos de terror, não negociam e nem perguntam, só atiram. É preciso criar leis que sejam mais duras com criminosos que cometem esses assaltos que parecem ser cinematográficos, mas são um verdadeiro horror da vida real.

Não levaram nada, mas deixam um alerta importante: é preciso coibir esse tipo de crime com mais rigor

 
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