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Tarcísio Vanderlinde

Impelido a respirar com emoção

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Os mais experientes dirão que maio é o melhor mês para visitar os locais marcados pelo nascimento, morte e ressurreição de Jesus. É auge da primavera com temperaturas amenas e não chove. Seguindo a dica, em maio de 2014, tivemos o privilégio de visitar diversos lugares de interesse histórico e religioso na Terra Santa.

Uma viagem à Terra Santa costuma impactar as pessoas. No retorno registramos a experiência em livro: “Mazal Tov, uma experiência liminar na Terra Santa”. Mazal Tov é uma expressão hebraica que pode ser interpretada por “congratulações”. Um cumprimento utilizado principalmente em ocasiões festivas.

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No Talmud hebraico, a expressão é também interpretada como “uma gota do alto”. Saudação afetuosa que poderia, ao meu ver, ser reconhecida por aqui pelo aceno “fica com Deus”. Mas, como se sabe, existem limites na tradução de expressões idiomáticas entre culturas diferentes.

Sítios tradicionalmente associados às narrativas bíblicas são os lugares mais procurados. Neste caso, não pode ficar de fora o Monte das Oliveiras, o Getsêmani, o sepulcro de Jesus, o Monte das Bem-aventuranças e o Mar da Galileia. Contudo, há outros ambientes fascinantes que impelem o visitante a respirar com emoção o ar do lugar à medida que brota a indagação: foi aqui mesmo?

Pode-se perceber a Terra Santa através de muitas lentes. A fisionomia da paisagem ou a formação geológica poderão seduzir estudiosos que se dedicam à gênese do ambiente e de como ele se apresenta ao espectador.

Nos impressionou perceber, por exemplo, que o basalto, abundante por aqui, foi largamente utilizado na edificação de casas das aldeias de Cafarnaum e Corazim, hoje em ruínas. Por outro lado, perde-se muito não estando atento aos sítios arqueológicos que se materializam ao longo da jornada.

Parafraseando o geógrafo e historiador francês Eric Dardel, diria que vale a pena sair da zona de conforto e passar pela experiência de não se deixar apenas observar tal como inseto em algum terrário, mas por uma geografia viva, que inclua uma gota do alto e que libere a realização da existência, na qual a terra onde se põe o pé possa se transformar numa possibilidade essencial do seu destino.

O que foi compartilhado revela uma amostra da experiência liminar sentida ao se visitar sítios e imaginar que Jesus poderia ter pisado os mesmos lugares que estávamos a pisar, tomado água do riacho no qual também nos saciamos, tocado com os pés o Mar da Galileia, onde também nós os relaxamos após uma caminhada.

 

O autor é professor sênior da Unioeste

tarcisiovanderlinde@gmail.com

 

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