Brincando na Praça 2019
Pastor Mário Hort

É possível achar a rocha pelo desprezo do próprio pai? 6ª Parte

O amigo pastor Carlos me buscou em Santiago e levou-me até Vinha del Mar, onde estive hospedado em sua casa durante quatro dias, com Marisol sua esposa e os três filhos.

“Marisol, o que foi o impulso maior para a retirada de sua vida do ‘poço da perdição’ para chegar à rocha que é Jesus Cristo?”, questionei após ela nos servir o almoço do domingo.

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“Eu cresci em uma família com pai e mãe e fomos seis irmãos, com a maioria de filhos homens. Tive só uma irmã. O pai foi muito agressivo em suas palavras e dava todo valor aos filhos homens. Com isso eu cresci na solidão e me sentia muito solitária, pois tinha um pai em casa, mas na verdade ele não existia para mim”, contou. “Aos 13 anos de idade alguém me convidou para assistir ao culto de uma igreja. Como eu queria ter amigos e não viver sozinha, aceitei o convite. Encontrei uma igreja grande e lembro muito bem que o pastor perguntou ao final daquele culto: ‘O que aconteceria com sua alma se você fosse chamada a comparecer na presença de Deus? Onde você passaria a eternidade se agora terminasse a sua vida?’. O pastor enfatizou repetidas vezes que aqueles que não estão preparados não podem entrar para a glória de Deus”, lembrou Marisol.

“Eu senti muito medo, pois mesmo com apenas 13 anos de idade entendi que não estava preparada para ir com o Senhor porque eu não o conhecia e não sabia quem é Deus”, afirmou. “Quando o pastor fez o convite para chegar ao altar, eu aceitei e fiz a oração da entrega de minha vida. Por mais que eu não sabia o que eu havia feito com minha oração de entrega, logo nos estudos bíblicos, nas reuniões dos jovens e nos cultos da igreja descobri que agora eu possuía uma nova família. Agora eu também tinha um pai e novos irmãos e dessa forma minha solidão desapareceu, pois eu vivi rodeada de amigas, famílias, pais e mães e tinha com quem compartilhar alegrias e tristezas, e com Cristo eu não estava mais na solidão. Eu podia rir à vontade, ser livre, estava abrigada e não precisava mais ter medo do pai, e havia quem cuidava de mim, e dessa forma eu comecei a crescer”, afirmou aliviada.

“À medida em que passou o tempo, eu percebi que surgem dificuldades, ventos, tormentas e minha ‘casa’ foi atingida, mas ela não caiu porque está edificada sobre a rocha em Jesus Cristo”, concluiu Marisol Barlow.

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