Há momentos que a nossa cabeça funciona como um quarto bagunçado. Imagine um quarto bagunçado de um adolescente desleixado: tudo está espalhado, roupas, calçados trabalhos escolares…
Em meio a tudo isso, o que realmente se precisa ser encontrado, permanece perdido!!
Na nossa mente, as evidências e argumentos de que não somos bons o suficiente, inteligentes, bonitos… estão espalhadas por todos os lugares. É como se tivéssemos que cavucar para encontrar as provas e evidências de que você pertence e é merecedor.
É preciso organizar essa bagunça e deixar à mostra, ali na mesa de trabalho, bem em cima da cama, os argumentos que te ajudam a lembrar do quanto você é bom! É preciso parar de dar consentimento às vozes da nossa cabeça que tentam nos fazer sentirmo-nos inferiores.
O que acontece, é que as nossas crenças determinam as nossas ações. E desta forma, se juntamos as ideias atrapalhadas com o senso de inferioridade, não somos assertivos, quanto menos, seguros.
A boa comunicação começa antes da fala. Ela nasce na forma como nos enxergamos. Quem acredita que precisa pedir desculpas por existir, fala baixo, hesita e se encolhe. Quem reconhece o próprio valor consegue sustentar o olhar, organizar as ideias e transmitir segurança.
E existe algo importante nisso tudo: pessoas seguras não são as que nunca sentem nervosismo. São as que aprendem a não obedecer automaticamente ao medo. Por isso, antes de falar organize o pensamento. Respire e vá mais devagar. Quem fala rápido demais, muitas vezes tenta “escapar” da exposição. Já quem fala com pausa demonstra presença. A pausa não enfraquece a fala; ela dá peso ao que está sendo dito.
Outro ponto essencial é perceber que comunicação não é performance perfeita. Conexão vale mais do que perfeição. Pessoas que se comunicam bem costumam transmitir clareza, intenção e verdade. Elas não tentam parecer maiores do que são, apenas estão inteiras no que dizem. Um tom de voz firme, frases simples e contato visual tranquilo comunicam mais credibilidade do que palavras difíceis ou discursos decorados.
Meu desafio para você dessa vez é: comece a selecionar melhor quais pensamentos merecem ganhar microfone dentro da sua mente. Nem toda insegurança fala a verdade. Nem toda autocrítica merece palco. Quando organizamos o “quarto bagunçado” da nossa cabeça, conseguimos encontrar com mais facilidade aquilo que sustenta nossa voz: nossas capacidades, experiências, valores e conquistas. E, quando isso fica visível para nós, também começa a ficar visível para os outros.
Até a próxima!
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