A palavra “não” é curta, porém, difícil de ouvir. Para muitos, é uma palavrinha difícil de dizer! E, sobretudo, não deveríamos levar tanto tempo para aprender que”‘NÃO” é uma frase completa!
Tenho percebido um padrão entre as pessoas bem-sucedidas, empreendedores ousados, líderes assertivos e pessoas bem resolvidas em suas relações: a capacidade de falar NÃO e de, principalmente, saber fazer isso nas ocasiões certas, e na velocidade certa.
Estas pessoas não dizem “não” por dureza, egoísmo ou falta de empatia. Dizem “não” por clareza. Clareza de valores, de limites e de prioridades.
O “não” certo, no tempo certo, evita ressentimentos futuros, conversas atravessadas e acordos silenciosos que cobram juros emocionais altíssimos.
Gosto de pensar que por trás de todo NÃO há um SIM. Quando você diz NÃO para algo ou alguém você está dizendo SIM para outra coisa. E geralmente este SIM tem a intenção de proteger algo que é importante para você.
Da mesma forma, toda vez que você diz “sim” para algo que fere seus limites, você está dizendo “não” para si mesmo. Para sua energia, seu tempo, sua presença e, muitas vezes, para aquilo que realmente importa.
E olha só, o texto de hoje não vai ser longo não. Toda essa conversa de aprender a falar não deveria ser muito simples. Afinal, quem não comunica limites, ensina o outro a ultrapassá-los. Pronto!
Então, vamos às dicas práticas: aprenda a elencar suas prioridades. Quando temos clareza de quem são as pessoas que queremos por perto, de qual é o nosso propósito, e do que nos faz feliz, não precisamos ficar enrolando, justificando nossas escolhas. Nosso NÃO se torna assertivo e veloz!
Mais uma dica: observe se você diz “sim” por medo. Medo de desagradar, medo de parecer egoísta; medo de perder a relação… Falar “não” é um exercício de autorresponsabilidade emocional, e o medo de não pertencer ou ser julgado, muitas vezes, ofusca nossa visão sobre as coisas. Faz até nos esquecermos de nossos próprios valores e combinados internos.
Por fim: avalie se você está lidando com pedidos ou exigências. Se o outro reagir mal ao seu “não”, se revoltar, gritar, te julgar… o pedido desta pessoa não era um pedido, na verdade, era uma exigência! Por pior e mais desconfortável que seja vivenciar isso, encare como uma ótima oportunidade de reavaliar esta relação.
Meu convite/desafio para você hoje é que reflita sobre o fato de que comunicar-se de maneira consciente não diz respeito a agradar todo mundo. É sobre ser honesto consigo mesmo e responsável com o outro. É entender que limites não afastam pessoas maduras – eles filtram relações.
Aprender a dizer “não” é o que te torna inteiro!
Até a próxima!
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