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Os benefícios da criação de peixes de água doce no Estado e no país – por Dilceu Sperafico

Graças ao desempenho da piscicultura do Paraná e especialmente do Oeste do Estado, para o bem da população urbana e rural, o Brasil acaba de alcançar a condição de 4º maior produtor de tilápia do planeta.

Para isso, a produção brasileira do peixe de água doce mais consumido no país cresceu 8% em 2017, na comparação com o desempenho de 2016, atingindo 357 mil toneladas.

Com o crescimento da atividade, o Brasil superou Filipinas e Tailândia, assumindo o 4º lugar entre os maiores produtores mundiais do pescado. A produção de tilápia já representa 51,7% da aquicultura nacional, como é criação de peixes, moluscos e crustáceos, em ambientes aquáticos.

No país, o maior produtor de peixes de água doce é o Paraná, seguido de Rondônia e São Paulo e o crescimento do setor é creditado à difusão de informações técnicas importantes sobre pesquisas e inovações, colocadas à disposição dos produtores.

O crescimento da piscicultura é muito importante para a população rural e urbana, além da economia do país, pelos seus diversos e relevantes benefícios para produtores, consumidores, preservação dos recursos naturais e desenvolvimento sustentável.

Para os produtores rurais, as vantagens vão da diversificação da atividade produtiva, com mais uma fonte de recursos financeiros e a possibilidade de aproveitamento de áreas impróprias para a agricultura e pecuária, como várzeas e proximidades de margens de rios.

A manutenção de reservas hídricas, vale ressaltar, é extremamente positiva para as demais atividades da propriedade rural, como agricultura e pecuária, na medida em que atende necessidades de animais, colabora para o equilíbrio ambiental e abastece sistemas de irrigação.

Para os consumidores, nacionais e internacionais, a disponibilidade de filés de peixes de qualidade, recomendados como alimentação saudável por médicos e nutricionistas, é a garantia de melhoria da saúde a e da qualidade de vida.

Com o aumento da produção, por outro lado, de acordo com a lei da oferta e da procura, há ainda a possibilidade da comercialização do alimento por preços mais acessíveis.

Para a economia, a expansão da piscicultura ou aquicultura é igualmente importante, pois além de diversificar e ampliar a produção de alimentos saudáveis, a atividade gera emprego, renda e tributos, no campo e nas cidades.

Conforme especialistas, a criação de peixes em ambientes cultivados avança mundialmente, levando à previsão de que, em 2020, ultrapassará a pesca de captura em rios e mares, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Na atividade, por sinal, graças ao potencial de seus recursos hídricos, clima favorável e capacidade dos produtores rurais, o Brasil tem grandes possibilidades de expansão, tanto da produção de tilápias, como também de outros peixes.

Além das chamadas espécies redondas, como o tambaqui e o pacu, e seus híbridos, como tambacu e patinga, o País deverá expandir também a criação de pintado e do pirarucu.

Outra novidade é criação do panga, peixe com grande potencial e que já teve a produção regulamentada em São Paulo, o maior centro consumidor do país.

De acordo com especialistas, o Brasil importa grande quantidade desse peixe, principalmente dos Estados Unidos, pois a espécie está sendo comparada com o salmão do Chile e tem grande potencial para criação no país.
 

Dilceu Sperafico é deputado federal pelo Paraná licenciado e chefe da Casa Civil do Governo do Estado

dep.sperafico@uol,com.br

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