Marechal Mudança

Após sete anos, comandante do Corpo de Bombeiros deixa Marechal Rondon

Comandante do Corpo de Bombeiros de Marechal Cândido Rondon, major Tiago Zajac, se despede do cargo na quinta-feira (19) (Foto: Maria Cristina Kunzler/OP)

O auditório da Associação Comercial e Empresarial de Marechal Cândido Rondon (Acimacar) será palco, na quinta-feira (19), às 19 horas, da solenidade de transmissão de cargo do Corpo de Bombeiros do município.

Após aproximadamente sete anos à frente do quartel, o agora major Tiago Zajac deixa a função para atuar junto ao Comando Regional de Cascavel. Em seu lugar assume a unidade de Marechal Rondon o capitão Guilherme Rodrigues de Lima, atualmente lotado em Palotina.

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Zajac foi o 3º comandante rondonense. Neste período, ele menciona os investimentos que foram realizados para promover melhorias na estrutura física, de materiais, equipamentos e viaturas, algo que encontrou defasado em sua chegada, em 2015. “Melhorou muito o trabalho, especialmente de equipamentos e viaturas. Quando cheguei tínhamos um caminhão e uma ambulância, que eram antigos e cedidos pela prefeitura. Os veículos também eram antigos. Hoje a quantidade de viaturas, caminhões e ambulância aumentou. São veículos novos, assim como equipamentos. Ainda devemos receber mais um caminhão até a metade deste ano e mais uma caminhonete, que está licitada”, informa.

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Para isso, o major enaltece a importância de elaborar projetos e ir em busca de recursos. “São várias fontes, como Governo do Estado, Justiça Federal e Itaipu, por meio de projetos que enviamos, avaliam como bons e podem dar suporte para a população. Os últimos recursos viabilizados foram dois compressores para carregar os cilindros de oxigênio utilizados em incêndios pelos bombeiros. Cada equipamento custou R$ 50 mil, então são R$ 100 mil em investimento que não onerou os cofres do governo, vieram por meio de dinheiro de multa da Justiça Federal e foram aplicados aqui. Tem que se reinventar”, declara.

 

Reforma do quartel

Outra boa notícia, adianta Zajac, é que a prefeitura concluiu o projeto de reforma da sede do Corpo de Bombeiros e a próxima etapa será a licitação. O imóvel pertence ao município e o investimento será feito pelo Poder Executivo. “Vejo que vou deixar uma estrutura com equipamentos novos, viaturas novas e agora a parte física nova, que será construída e reformada”, comemora.

De acordo com ele, o quartel está com o espaço limitado. Exemplo disso é que não dispõe de alojamento feminino. “Há duas bombeiras trabalhando em Marechal Rondon e elas, obrigatoriamente, precisam ficar no administrativo, pois não temos vestiário ou alojamento próprios. Elas não podem tirar um plantão. É um problema sério”, analisa.

Além disso, devido ao espaço limitado, a parte da análise de projetos e vistorias funciona no Parque de Exposições. “Com a reforma isso voltará para a sede, que será ampliada na parte da frente e nos fundos. Toda a parte administrativa volta para o quartel, junto com a parte operacional. A estrutura feminina, almoxarifado e outras necessárias serão melhoradas”, destaca.

 

Equipe

A unidade militar de Marechal Rondon dispõe de 25 bombeiros, além de outros 15 que atuam em Guaíra, onde houve a militarização. Desta forma, o quartel soma 40 profissionais na região. No entanto, Zajac expõe que é um número que está aquém das necessidades. “O certo seria termos 64 bombeiros, mas hoje todas as unidades sofrem com defasagem de pessoal”, aponta.

O número pode parecer elevado, mas ele explica: “São necessários ao menos cinco bombeiros em serviço por dia em Marechal e três em Guaíra. Com isso, já são oito. É preciso multiplicar em uma escala de 24 horas por 48, o que dariam 24. Só que tem a parte de vistorias, administrativo, férias durante o ano, sendo que há o período da Operação Verão em que os bombeiros não podem se ausentar do trabalho. Se contar tudo isso falta pessoal. O ideal seriam cinco bombeiros no caminhão e três na ambulância. Então seriam oito em Marechal e cinco em Guaíra, o que dariam 13 por dia”, exemplifica.

 

Adequação às normas

Embora as normas de segurança já existem no Paraná desde a década de 1970, o incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), trouxe à tona as discussões e necessidade de tornar a legislação ainda mais rigorosa no Paraná.

Zajac acompanhou isso de perto em Marechal Rondon e algumas críticas que surgiram à época. “Sempre houve entendimento de que a prevenção é muito melhor do que a reação. Quase não se ouve falar em incêndio em Marechal Rondon. Eventualmente acontece, via de regra, em residências de madeira ou empresa devido a problemas elétricos, curto-circuito, não especificamente por outras causas. A prevenção é muito bem-feita. O tenente Lucas cuida desta parte muito bem, tanto aqui como em Guaíra. As empresas vêm se adequando e hoje, sem a licença do Corpo de Bombeiros, nenhuma consegue abrir. Muita coisa mudou de 2018 para cá em relação a isso. A lei ficou mais rígida ainda a partir de 2019, quando entrou em vigor de fato”, relembra.

 

Comandante do Corpo de Bombeiros de Marechal Cândido Rondon, major Tiago Zajac, se despede do cargo na quinta-feira (19) (Foto: Maria Cristina Kunzler/OP)

 

 

Quer ingressar na carreira de militar? Saiba como

Está interessado em ingressar na carreira de bombeiro militar? O major Zajac explica que o primeiro passo é prestar vestibular na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Os aprovados participam de um curso de oficiais que tem duração de três anos, em regime de internato. “Depois deste período sai aspirante para prestar o serviço”, detalha, citando que se formou na Academia Militar do Guatupê, em Curitiba, em 2007.

Segundo ele, a ascensão na vida militar é um pouco demorada, pois envolve uma pirâmide, na qual a base é muito larga com o topo estreito. “Então depende de vagas, mas é preciso fazer o dever de casa: cursos, especializações e estudar. Não deixei de estudar desde que me formei. Já são quatro pós-graduações, cursos internos e cursos fora do país. Tem que continuar estudando”, frisa.

 

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